INEP Revalida - Exame Nacional de Revalidação de Diplomas Médicos — Prova 2021
Em uma equipe de Saúde da Família, foi levantada a necessidade de realizar ações de promoção da saúde para o controle do câncer de mama. Segundo o Instituto Nacional do Câncer (INCA), que ações intersetoriais e práticas preventivas seriam mais eficazes para esse fim?
Prevenção primária câncer de mama: Manutenção do peso corporal e prática regular de atividade física são as ações mais eficazes.
Segundo o INCA, a manutenção de um peso corporal saudável e a prática regular de atividade física são as ações de promoção da saúde mais eficazes para a prevenção primária do câncer de mama, pois atuam diretamente em fatores de risco modificáveis.
O câncer de mama é o tipo de câncer mais comum entre as mulheres no Brasil e no mundo, excluindo os tumores de pele não melanoma. A promoção da saúde e a prevenção primária desempenham um papel crucial na redução da incidência da doença. O Instituto Nacional do Câncer (INCA) enfatiza a importância de ações intersetoriais e práticas preventivas que atuem sobre os fatores de risco modificáveis. Entre as ações mais eficazes, destacam-se a manutenção do peso corporal adequado e a prática regular de atividade física. A obesidade e o sedentarismo estão diretamente relacionados a um aumento do risco de câncer de mama, especialmente após a menopausa, devido à produção de estrogênio no tecido adiposo e à inflamação crônica. Outras medidas importantes incluem a alimentação saudável, a redução do consumo de álcool e o aleitamento materno. Para residentes e profissionais da Saúde da Família, é essencial orientar a população sobre essas práticas. É importante diferenciar a prevenção primária (redução de fatores de risco) do rastreamento (detecção precoce em assintomáticos, como a mamografia) e do autoexame, que, embora promova o autoconhecimento, não é uma estratégia de rastreamento validada para reduzir a mortalidade. A abordagem integral e baseada em evidências é fundamental para o controle do câncer de mama.
Os principais fatores de risco modificáveis para o câncer de mama incluem obesidade e sobrepeso, sedentarismo, consumo de álcool, tabagismo, exposição a hormônios exógenos (terapia de reposição hormonal) e dieta inadequada.
A obesidade e o sedentarismo estão associados a níveis elevados de estrogênio, insulina e fatores de crescimento, que podem estimular o crescimento de células cancerígenas. A manutenção do peso e a atividade física regular ajudam a modular esses fatores, reduzindo o risco.
O autoexame das mamas é uma prática de autoconhecimento, mas não é considerado um método de rastreamento eficaz para a redução da mortalidade por câncer de mama. O INCA recomenda que a mulher esteja atenta ao seu corpo e procure um profissional de saúde em caso de alterações, mas não incentiva o autoexame como estratégia isolada de prevenção ou rastreamento.
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