PMFI - Prefeitura Municipal de Foz do Iguaçu (PR) — Prova 2019
Com 27 anos de idade, solteira, tem quatro filhos com idades de 12, 10, 9 e 7 anos. Ela faz coleta de material reciclável, cursou apenas o primeiro ano do ensino fundamental e mudou-se recentemente da área rural para a área urbana de seu município. É tabagista desde os 15 anos (6 cigarros ao dia). Em sua primeira visita à família, a agente comunitária de saúde, Ernestina, fica sabendo que Ermengarda nunca realizou exame preventivo para o câncer de colo uterino e aproveita para conversar sobre a importância de realização do exame, agendado consulta com o Dr. Adamastor na Unidade de Saúde da Família. Ermengarda vai à consulta na data e na hora marcadas. Não apresenta queixas ginecológicas e o exame especular é normal. Entre as ações e orientações a serem realizadas pelo Dr. Adamastor, durante a consulta da paciente, assinale a opção que apresenta aquelas que atendem às necessidades de saúde de Ermengarda no que se refere à prevenção do câncer de colo de útero.
Prevenção primária do câncer de colo uterino inclui vacinação HPV, uso de preservativos, desestímulo ao tabagismo e redução de múltiplos parceiros.
A prevenção do câncer de colo uterino envolve ações primárias (vacinação HPV, uso de preservativos, desestímulo ao tabagismo e redução de múltiplos parceiros) e secundárias (rastreamento com Papanicolau). É crucial abordar todos os fatores de risco modificáveis e garantir o acesso ao rastreamento.
O câncer de colo uterino é uma neoplasia prevenível e curável quando detectada precocemente. A abordagem de saúde da família desempenha um papel crucial na identificação de pacientes em risco e na promoção de ações preventivas. A paciente do caso apresenta diversos fatores de risco, como tabagismo, múltiplos filhos (indicando possível início precoce da atividade sexual e múltiplos parceiros ao longo da vida) e ausência de rastreamento prévio. As ações de prevenção do câncer de colo uterino são divididas em primárias e secundárias. A prevenção primária foca em evitar a infecção pelo HPV e a exposição a outros fatores de risco, incluindo a vacinação contra o HPV, o uso de preservativos, o desestímulo ao tabagismo e a orientação sobre a redução de múltiplos parceiros. A prevenção secundária, por sua vez, consiste no rastreamento através do exame citopatológico (Papanicolau) para detectar lesões pré-cancerígenas e tratá-las antes que progridam para câncer invasivo. Para residentes, é fundamental integrar a prevenção primária e secundária na consulta ginecológica e na atenção primária. A orientação sobre hábitos de vida saudáveis, a importância do Papanicolau e a discussão sobre métodos contraceptivos (incluindo preservativos para prevenção de ISTs) são pilares na redução da incidência e mortalidade por câncer de colo uterino.
Os principais fatores de risco incluem infecção persistente por HPV de alto risco, tabagismo, múltiplos parceiros sexuais, início precoce da atividade sexual, imunossupressão e baixa condição socioeconômica.
A prevenção primária visa evitar a infecção pelo HPV e outros fatores de risco (ex: vacinação HPV, uso de preservativos, desestímulo ao tabagismo). A prevenção secundária busca detectar e tratar lesões pré-cancerígenas precocemente (ex: Papanicolau).
O tabagismo é um fator de risco porque as substâncias químicas presentes no cigarro podem ser encontradas no muco cervical, alterando a imunidade local e facilitando a persistência da infecção pelo HPV, além de promover a progressão das lesões.
Responda esta e mais de 150 mil questões comentadas no MedEvo — a plataforma de residência médica com IA.
Responder questão no MedEvo