FUBOG - Fundação Banco de Olhos de Goiás — Prova 2021
Numerosos estudos epidemiológicos têm buscado relacionar o nível de prática de atividades físicas de indivíduos e grupos populacionais com desfechos como mortalidade e morbidade por causas específicas e com a evolução de certos agravos. Quanto às doenças cardiocirculatórias, a alternativa que se refere à prevenção primária é:
Prevenção primária cardiovascular = evitar a doença; atividade física regular ↓ mortalidade por doenças cardiovasculares.
A prevenção primária foca em evitar o surgimento da doença em indivíduos saudáveis. A prática regular de atividade física é uma das intervenções mais eficazes para reduzir o risco de desenvolver doenças cardiovasculares e, consequentemente, diminuir a mortalidade associada, agindo em múltiplos fatores de risco como hipertensão, dislipidemia e obesidade.
A prevenção de doenças cardiovasculares (DCV) é um pilar fundamental da saúde pública e da prática médica. As DCV são a principal causa de mortalidade global, e a identificação e modificação de fatores de risco são cruciais. A prevenção primária, em particular, concentra-se em estratégias para evitar o desenvolvimento da doença em indivíduos que ainda não a possuem, sendo a atividade física um dos pilares mais eficazes. Numerosos estudos epidemiológicos demonstram consistentemente uma relação inversa entre o nível de atividade física e o risco de DCV. Indivíduos fisicamente ativos apresentam menor incidência de hipertensão arterial, dislipidemia, diabetes tipo 2 e obesidade, todos fatores de risco bem estabelecidos para aterosclerose e eventos cardiovasculares como infarto do miocárdio e acidente vascular cerebral. A prática regular de exercícios aeróbicos e de força promove adaptações fisiológicas benéficas, como melhora da função endotelial, redução da inflamação, aumento da sensibilidade à insulina e melhora do perfil lipídico. Consequentemente, a mortalidade por doenças cardiovasculares é significativamente menor em indivíduos com maior nível de atividade física. É importante diferenciar a prevenção primária (evitar a doença) da secundária (diagnóstico precoce e tratamento para evitar progressão) e terciária (reabilitação e minimização de sequelas).
A prevenção primária visa evitar o surgimento da doença em indivíduos saudáveis, como a prática de exercícios para prevenir hipertensão. A secundária busca o diagnóstico precoce e tratamento para evitar a progressão da doença já instalada. A terciária foca na reabilitação e minimização de sequelas em pacientes com doença avançada.
A atividade física regular melhora o perfil lipídico, reduz a pressão arterial, controla o peso, melhora a sensibilidade à insulina e diminui a inflamação sistêmica, todos fatores que reduzem o risco de aterosclerose e eventos cardiovasculares.
As diretrizes geralmente recomendam pelo menos 150 minutos de atividade física aeróbica de intensidade moderada ou 75 minutos de intensidade vigorosa por semana, além de exercícios de fortalecimento muscular em dois ou mais dias da semana.
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