Santa Casa de Ribeirão Preto (SP) — Prova 2025
Uma gestante de 28 anos, ao fim de sua de gravidez, em uma consulta pediátrica pré-natal, solicita orientações sobre os cuidados que deverá adotar para prevenir manifestações clínicas de alergia nesse próximo filho. Ela é asmática (asma controlada, sem medicação atualmente) e tem um filho de três anos, com alergia a leite de vaca.Dentre as orientações a seguir, é considerada eficaz e recomendada como medida de prevenção primária de alergia alimentar: aleitamento materno exclusivo até o:
Prevenção primária alergia alimentar: aleitamento materno exclusivo até 6 meses, dieta materna normal.
Para prevenção primária de alergia alimentar em lactentes de risco, o aleitamento materno exclusivo por 6 meses é a medida mais eficaz e recomendada. A dieta materna não deve ser restritiva, a menos que o lactente apresente sintomas claros relacionados à ingestão de alimentos específicos pela mãe.
A prevenção de alergias alimentares é um tema de grande relevância na pediatria, especialmente em famílias com histórico de atopia. A alergia alimentar afeta uma parcela significativa da população infantil e pode ter um impacto considerável na qualidade de vida. As diretrizes atuais enfatizam a importância do aleitamento materno exclusivo como uma das medidas mais eficazes para a prevenção primária de alergias. O leite materno contém componentes imunomoduladores que contribuem para o desenvolvimento de tolerância imunológica no lactente. Além disso, a exposição precoce e gradual a uma variedade de antígenos alimentares através do leite materno pode ajudar a 'educar' o sistema imunológico do bebê.
A principal recomendação é o aleitamento materno exclusivo até os seis meses de vida. Estudos mostram que o leite materno oferece proteção contra o desenvolvimento de alergias, além de outros benefícios à saúde infantil.
Não, a mãe deve manter uma dieta normal e variada durante a amamentação. Dietas restritivas não são recomendadas para prevenção primária de alergias, a menos que o lactente já apresente sintomas de alergia relacionados a algum alimento específico ingerido pela mãe.
A introdução de alimentos complementares, incluindo potenciais alergênicos, deve ocorrer por volta dos seis meses de idade, de forma gradual e sem atrasos excessivos. Não há evidências que justifiquem postergar a introdução de alimentos alergênicos além dessa idade para prevenção de alergias.
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