Santa Casa de Ribeirão Preto (SP) — Prova 2026
Um programa de prevenção de quedas em pessoas idosas é implementado em uma UBS. Esse programa inclui exercícios de fortalecimento muscular, avaliação do ambiente domiciliar para remoção de riscos (tapetes, fios soltos) e orientação nutricional. Essas ações caracterizam-se como medidas de prevenção:
Prevenção Primária = Agir ANTES da doença/agravo (ex: remover tapetes, exercícios).
Medidas que visam evitar a ocorrência do evento (queda) através da remoção de riscos e promoção da saúde são classificadas como prevenção primária.
O modelo de Leavell e Clark define os níveis de prevenção baseados na história natural da doença. A prevenção primária é o pilar da Atenção Primária à Saúde (APS), focando na redução da incidência de agravos. No contexto do envelhecimento populacional, as quedas representam uma das principais causas de morbimortalidade e perda de autonomia, tornando as intervenções preventivas essenciais. Programas que combinam exercícios físicos multicomponentes (força, equilíbrio e flexibilidade) com avaliações de segurança domiciliar demonstram alta eficácia na redução do risco de quedas. Essas ações não apenas evitam o trauma físico imediato, mas também previnem o declínio funcional e o isolamento social decorrentes do medo de cair (síndrome pós-queda), consolidando-se como estratégias fundamentais de saúde pública.
A prevenção primária foca em remover causas e fatores de risco de um problema de saúde antes que ele ocorra. No caso de quedas em idosos, isso inclui exercícios para melhorar o equilíbrio e força, modificações no ambiente doméstico (retirada de tapetes) e educação em saúde. O objetivo é diminuir a incidência do agravo na população.
A prevenção primária atua no período pré-patogênico (antes da doença/lesão), visando a promoção da saúde e proteção específica. A prevenção secundária foca no diagnóstico precoce e tratamento imediato de uma condição já existente, mas muitas vezes assintomática ou inicial, para evitar complicações (ex: rastreamento de osteoporose para evitar fraturas futuras).
A prevenção quaternária consiste em identificar pacientes em risco de sobremedicalização ou intervenções diagnósticas/terapêuticas excessivas e desnecessárias (iatrogenia). Na geriatria, isso é crucial para evitar a polifarmácia e exames invasivos que não trazem benefício real à qualidade de vida do idoso, protegendo-o de danos causados pelo próprio sistema de saúde.
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