CSNSC - Casa de Saúde Nossa Senhora do Carmo (RJ) — Prova 2016
Quando, numa Unidade Básica de Saúde, o profissional de saúde faz o diagnóstico de hipertensão arterial sem identificar lesão de órgão alvo e inicia seu tratamento farmacológico, do ponto de vista do desenvolvimento de doença aterosclerótica, podemos afirmar que esta ação representa:
Diagnóstico e tratamento de HAS sem lesão de órgão alvo = prevenção primária de doença aterosclerótica.
A prevenção primária visa evitar o surgimento de uma doença ou condição. No caso da hipertensão arterial, diagnosticá-la e tratá-la antes que cause lesão em órgãos-alvo ou eventos ateroscleróticos (como infarto ou AVC) é uma medida de prevenção primária, pois atua sobre um fator de risco modificável para prevenir a doença em si.
Os níveis de prevenção em saúde são conceitos fundamentais para a prática médica, especialmente na Atenção Primária. A prevenção primária visa evitar o surgimento de doenças ou condições de saúde, atuando sobre fatores de risco antes que a doença se manifeste. A prevenção secundária foca no diagnóstico precoce e tratamento para limitar a progressão de uma doença já estabelecida, enquanto a terciária busca reabilitar e minimizar sequelas. No contexto da hipertensão arterial (HAS) e da doença aterosclerótica, o diagnóstico e o início do tratamento farmacológico da HAS em um paciente que ainda não apresenta lesão de órgão alvo (LOA) ou eventos cardiovasculares representam uma ação de prevenção primária. Isso porque a hipertensão é um dos principais fatores de risco modificáveis para o desenvolvimento da aterosclerose e suas complicações (infarto agudo do miocárdio, acidente vascular cerebral). Ao controlar a pressão arterial, estamos prevenindo o dano endotelial e a formação de placas ateroscleróticas. Portanto, a intervenção precoce na hipertensão arterial, antes que ela cause danos irreversíveis, é uma estratégia custo-efetiva para reduzir a morbimortalidade cardiovascular. Essa abordagem ressalta a importância da detecção e manejo de fatores de risco na atenção primária, visando a saúde a longo prazo da população e a redução da carga de doenças crônicas.
Prevenção primária da hipertensão envolve evitar o surgimento da doença (ex: estilo de vida saudável). No contexto da aterosclerose, tratar a HAS antes de lesão de órgão alvo é prevenção primária da aterosclerose. Prevenção secundária seria tratar a HAS para evitar progressão da doença ou eventos em quem já tem lesão de órgão alvo ou aterosclerose.
A hipertensão arterial causa estresse mecânico e disfunção endotelial, favorecendo o acúmulo de placas ateroscleróticas nas artérias, o que pode levar a infarto, AVC e doença arterial periférica.
Lesão de órgão alvo inclui hipertrofia ventricular esquerda, nefropatia hipertensiva (microalbuminúria, redução da TFG), retinopatia hipertensiva e doença cerebrovascular assintomática (ex: AVC isquêmico silencioso).
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