IOG - Instituto de Olhos de Goiânia — Prova 2018
São medidas de saúde pública adequadas para enfrentar o problema da prematuridade, exceto:
Prevenção prematuridade: foco em infecções, manejo obstétrico e planejamento familiar. Hepatite C não é fator direto.
A prematuridade é um problema de saúde pública complexo. As medidas eficazes visam reduzir fatores de risco conhecidos, como infecções maternas, iatrogenia obstétrica e gestações de alto risco. O rastreamento de Hepatite C na gestação é importante, mas não é uma medida direta para prevenir a prematuridade.
A prematuridade, definida como o nascimento antes de 37 semanas completas de gestação, é uma das principais causas de morbimortalidade neonatal e infantil globalmente. As medidas de saúde pública para enfrentá-la são multifacetadas, visando a identificação e modificação de fatores de risco, além da otimização do cuidado pré-natal e obstétrico. Entre as estratégias eficazes, destacam-se o rastreamento e tratamento de infecções urinárias durante a gestação, pois infecções não tratadas podem desencadear trabalho de parto prematuro. A disponibilidade de corticosteroides antenatais é crucial para acelerar a maturação pulmonar fetal em casos de risco iminente de parto prematuro. A redução de cesarianas na ausência de indicações médicas também é vital, pois partos iatrogênicos antes do termo podem levar à prematuridade. Promover a anticoncepção pós-parto é uma medida de planejamento familiar que contribui indiretamente para a prevenção da prematuridade, ao permitir o espaçamento adequado entre as gestações e reduzir gestações de alto risco. Por outro lado, o rastreamento, diagnóstico e tratamento da hepatite C na gestação, embora importante para a saúde materno-infantil e prevenção da transmissão vertical, não é uma medida direta para prevenir a prematuridade, sendo o 'exceto' da questão.
Fatores de risco incluem infecções maternas (como infecção urinária), gestações múltiplas, histórico de parto prematuro, condições crônicas maternas, uso de substâncias e intervenções obstétricas desnecessárias.
A infecção urinária assintomática ou sintomática pode levar a trabalho de parto prematuro. O rastreamento e tratamento precoces reduzem significativamente esse risco.
Cesarianas eletivas antes do termo completo podem resultar em nascimentos prematuros iatrogênicos, aumentando os riscos para o recém-nascido. A redução evita partos antes da maturidade pulmonar.
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