UNIFESP/EPM - Universidade Federal de São Paulo - Escola Paulista de Medicina — Prova 2023
Paciente 30 anos, 3ª gestação, 14 semanas. Na 1ª gestação teve pré-eclâmpsia com 31 semanas, parto cesárea de emergência. Na 2ª gestação entrou em trabalho de parto prematuro, evoluindo para parto normal com 32 semanas. Mesmo parceiro. Qual é a orientações no pré-natal?
Gestante com histórico de pré-eclâmpsia e parto prematuro → AAS para pré-eclâmpsia, progesterona para parto prematuro, sulfato ferroso rotina.
Pacientes com histórico de pré-eclâmpsia e parto prematuro em gestações anteriores são consideradas de alto risco. A prevenção da pré-eclâmpsia é feita com ácido acetilsalicílico (AAS) e a prevenção do parto prematuro com progesterona, além da suplementação rotineira de sulfato ferroso.
A gestação de alto risco exige um manejo pré-natal diferenciado e focado na prevenção de complicações. Pacientes com histórico de pré-eclâmpsia e parto prematuro em gestações anteriores apresentam um risco significativamente aumentado de recorrência, tornando as intervenções profiláticas essenciais. A pré-eclâmpsia é uma condição hipertensiva grave que pode levar a morbidade e mortalidade materna e fetal, enquanto o parto prematuro é a principal causa de mortalidade neonatal. Para a prevenção da pré-eclâmpsia, o ácido acetilsalicílico (AAS) em baixa dose (geralmente 100-150 mg/dia) é recomendado para gestantes de alto risco, idealmente iniciado antes das 16 semanas de gestação e mantido até o parto. O AAS atua inibindo a agregação plaquetária e melhorando a perfusão placentária, reduzindo o risco de desenvolvimento da doença. A prevenção do parto prematuro em pacientes com histórico é realizada com progesterona. A progesterona pode ser administrada por via vaginal ou intramuscular, dependendo da indicação (colo curto ou histórico de parto prematuro espontâneo). Além dessas intervenções específicas, a suplementação de sulfato ferroso é uma prática padrão no pré-natal para prevenir a anemia ferropriva, uma condição comum na gestação que pode ter impactos negativos na saúde materna e fetal.
O AAS em baixa dose é indicado para prevenção de pré-eclâmpsia em gestantes de alto risco, especialmente aquelas com histórico de pré-eclâmpsia anterior, hipertensão crônica, diabetes, doença renal ou doenças autoimunes. Deve ser iniciado idealmente antes de 16 semanas.
A progesterona atua estabilizando o colo uterino e inibindo as contrações uterinas. É indicada para gestantes com histórico de parto prematuro espontâneo anterior ou com colo uterino curto detectado no ultrassom, reduzindo o risco de recorrência.
Fatores de risco para pré-eclâmpsia incluem histórico de pré-eclâmpsia, hipertensão crônica, diabetes, obesidade, idade avançada e gestação múltipla. Para parto prematuro, os principais são histórico de parto prematuro, colo uterino curto, infecções e gestação múltipla.
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