HAC - Hospital Angelina Caron (PR) — Prova 2023
Paciente de 41 anos, G2C1, gestante de 12 semanas, com história de pré-eclâmpsia em gestação anterior, procura atendimento para iniciar o pré-natal, o que você orientaria como prevenção para pré-eclâmpsia? (TRATADO DE OBSTETRICIA FEBRASGO, CAPITULO 28)
História pré-eclâmpsia anterior + gestação atual → Suplementação de cálcio (1,5-2g/dia) para prevenção.
Em gestantes com alto risco para pré-eclâmpsia, como aquelas com história prévia, a suplementação de cálcio em doses elevadas é uma medida preventiva eficaz, especialmente em populações com baixa ingestão de cálcio. A aspirina também é indicada, mas a questão foca no cálcio.
A pré-eclâmpsia é uma das principais causas de morbimortalidade materna e perinatal, caracterizada por hipertensão e proteinúria após 20 semanas de gestação. Sua prevenção é crucial, especialmente em gestantes com fatores de risco como história prévia da doença, hipertensão crônica, diabetes, doença renal ou doenças autoimunes. A identificação precoce dessas pacientes no pré-natal permite a implementação de medidas profiláticas. A fisiopatologia envolve uma placentação anormal que leva à disfunção endotelial sistêmica. O rastreamento de risco pode ser feito clinicamente e, em alguns casos, com biomarcadores. A suplementação de cálcio (1,5-2g/dia) é uma medida eficaz, particularmente em populações com baixa ingestão dietética de cálcio, e deve ser iniciada no início da gestação. A aspirina em baixa dose (75-150 mg/dia) também é amplamente recomendada para gestantes de alto risco, idealmente antes das 16 semanas. O manejo da pré-eclâmpsia envolve monitoramento rigoroso, controle da pressão arterial e, em casos graves, a interrupção da gestação. A prevenção primária com cálcio e aspirina visa melhorar o prognóstico materno e fetal, reduzindo a incidência e a gravidade da doença. É fundamental que residentes compreendam as indicações e o momento correto para iniciar essas intervenções.
Os principais fatores de risco incluem história prévia de pré-eclâmpsia, hipertensão crônica, diabetes, doença renal, doenças autoimunes e gestação múltipla.
A suplementação de cálcio é recomendada em doses de 1,5 a 2g/dia, geralmente dividida em duas ou três tomadas, para gestantes com alto risco e/ou baixa ingestão dietética.
A aspirina em baixa dose (75-150 mg/dia) é indicada para gestantes com um ou mais fatores de alto risco, idealmente iniciada antes das 16 semanas de gestação.
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