SUS-SP - Sistema Único de Saúde de São Paulo — Prova 2020
Em gestantes com risco aumentado de pré-eclâmpsia, a única droga com evidência convincente de redução desse risco é
Gestante de alto risco para pré-eclâmpsia → AAS em dose baixa (75-150 mg) a partir de < 16 semanas.
O ácido acetilsalicílico (AAS) em dose baixa é a única droga com evidências robustas e convincentes para a prevenção primária da pré-eclâmpsia em gestantes de alto risco. Sua ação antiagregante plaquetária e anti-inflamatória melhora a placentação e reduz o risco de disfunção endotelial, que são cruciais na fisiopatologia da pré-eclâmpsia.
A pré-eclâmpsia é uma síndrome multissistêmica de etiologia complexa, caracterizada por hipertensão e proteinúria após a 20ª semana de gestação, sendo uma das principais causas de morbimortalidade materna e perinatal. A prevenção é crucial, especialmente em gestantes com fatores de risco. A fisiopatologia da pré-eclâmpsia envolve uma placentação inadequada no início da gestação, levando à isquemia placentária e liberação de fatores antiangiogênicos e pró-inflamatórios que causam disfunção endotelial materna. O ácido acetilsalicílico (AAS) em dose baixa tem sido amplamente estudado e demonstrou ser a intervenção farmacológica mais eficaz na redução do risco de pré-eclâmpsia, especialmente quando iniciado precocemente. O AAS atua modulando a balança entre tromboxano A2 e prostaciclina, favorecendo a vasodilatação e inibindo a agregação plaquetária, o que contribui para uma melhor perfusão placentária e redução da disfunção endotelial. As diretrizes atuais recomendam o uso de AAS em dose baixa (75-150 mg/dia) para gestantes com um ou mais fatores de alto risco, iniciando preferencialmente antes das 16 semanas de gestação e mantendo até o parto.
Gestantes com histórico de pré-eclâmpsia em gestação anterior, hipertensão crônica, doença renal crônica, diabetes mellitus, doenças autoimunes (lúpus, SAF) ou gestação múltipla são consideradas de alto risco.
A dose recomendada de AAS varia de 75 a 150 mg/dia, devendo ser iniciada preferencialmente antes das 16 semanas de gestação (idealmente entre 12-16 semanas) e mantida até o parto.
O AAS atua inibindo a ciclo-oxigenase, reduzindo a produção de tromboxano A2 (vasoconstritor e agregante plaquetário) e promovendo um equilíbrio com a prostaciclina (vasodilatador e antiagregante). Isso melhora a invasão trofoblástica e a perfusão placentária, prevenindo a disfunção endotelial.
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