FMABC - Faculdade de Medicina do ABC Paulista (SP) — Prova 2020
No caso de gestantes com boa ingesta de cálcio sem sinais de pré-eclâmpsia, é necessário:
Gestante com boa ingesta de cálcio e sem risco de pré-eclâmpsia → Não iniciar AAS ou cálcio.
A suplementação de cálcio e o uso de AAS em baixas doses são indicados para prevenção de pré-eclâmpsia em gestantes com risco. Em pacientes sem fatores de risco e com boa ingesta de cálcio, essas intervenções não são necessárias.
A pré-eclâmpsia é uma complicação grave da gestação, caracterizada por hipertensão e proteinúria após 20 semanas de gestação, podendo levar a morbimortalidade materna e fetal. A prevenção é um pilar fundamental do cuidado pré-natal, e estratégias como a suplementação de cálcio e o uso de ácido acetilsalicílico (AAS) em baixas doses são eficazes em grupos de risco. A suplementação de cálcio é recomendada para gestantes com baixa ingesta dietética de cálcio, pois a deficiência de cálcio tem sido associada a um risco aumentado de pré-eclâmpsia. O AAS em baixas doses, por sua vez, atua na inibição da agregação plaquetária e na modulação da resposta inflamatória e vascular, sendo indicado para gestantes com fatores de alto risco para o desenvolvimento da doença. No entanto, para gestantes com boa ingesta de cálcio e sem fatores de risco para pré-eclâmpsia, a introdução dessas intervenções não é justificada. O manejo deve focar na monitorização regular da pressão arterial e na identificação precoce de quaisquer sinais ou sintomas que possam indicar o desenvolvimento da condição, mantendo uma conduta expectante e individualizada.
A suplementação de cálcio (1,5-2,0 g/dia) é recomendada para gestantes com baixa ingesta de cálcio na dieta, especialmente em populações com alta prevalência de deficiência de cálcio, para reduzir o risco de pré-eclâmpsia.
O AAS em baixas doses (geralmente 100-150 mg/dia) é indicado para gestantes com alto risco de pré-eclâmpsia, como aquelas com histórico de pré-eclâmpsia, doença renal crônica, doenças autoimunes, diabetes tipo 1 ou 2, hipertensão crônica, ou múltiplos fatores de risco moderados.
Fatores de risco incluem hipertensão crônica, diabetes pré-gestacional, doença renal crônica, doenças autoimunes (ex: lúpus), histórico de pré-eclâmpsia em gestação anterior, gestação múltipla, obesidade, idade materna avançada ou muito jovem, e primiparidade.
Responda esta e mais de 150 mil questões comentadas no MedEvo — a plataforma de residência médica com IA.
Responder questão no MedEvo