SES-MA - Secretaria de Estado de Saúde do Maranhão — Prova 2021
As síndromes hipertensivas intercorrentes na gestação, em especial a pré-eclâmpsia (PE), acarretam risco real e impacto significativo nos indicadores relacionados à saúde materna e infantil. Além de constituir fator causal relativo às mortes maternas e perinatais, implica em limitações definitivas na saúde materna e graves problemas decorrentes da prematuridade iatrogênica associada, sendo a PE a principal causa de prematuridade eletiva no Brasil.(FEBRASGO, 2017).Sobre prevenção de pré-eclampsia, marque a alternativa CORRETA:
AAS (60-150mg/dia) e cálcio (1,5-2,0g/dia) previnem pré-eclâmpsia em gestantes de ALTO RISCO.
A prevenção da pré-eclâmpsia em gestantes de alto risco é realizada com ácido acetilsalicílico em baixa dose (iniciado antes de 16 semanas) e suplementação de cálcio, que atuam modulando a resposta inflamatória e melhorando a função endotelial, respectivamente.
A pré-eclâmpsia (PE) é uma síndrome hipertensiva gestacional que se manifesta após 20 semanas de gestação, caracterizada por hipertensão e proteinúria, ou hipertensão com disfunção de órgão-alvo. É uma das principais causas de morbimortalidade materna e perinatal globalmente, sendo crucial para residentes entenderem sua prevenção e manejo. A fisiopatologia envolve uma placentação anormal, levando à isquemia placentária e liberação de fatores antiangiogênicos que causam disfunção endotelial sistêmica. A identificação de gestantes de alto risco é o primeiro passo para a prevenção. Fatores de risco incluem história prévia de PE, hipertensão crônica, diabetes pré-gestacional, doença renal crônica, doenças autoimunes (lúpus eritematoso sistêmico, síndrome do anticorpo antifosfolipídeo), gestação múltipla e obesidade. Para essas pacientes, a prevenção farmacológica é recomendada. As intervenções mais eficazes para a prevenção da pré-eclâmpsia em grupos de risco são o ácido acetilsalicílico (AAS) em baixa dose (60 a 150 mg/dia) e a suplementação de cálcio (1,5 a 2,0 g/dia). O AAS deve ser iniciado idealmente entre 12 e 16 semanas de gestação, pois atua na modulação da resposta inflamatória e na melhora da perfusão placentária. A suplementação de cálcio é particularmente benéfica em populações com baixa ingestão dietética de cálcio. Outras intervenções, como o uso de antioxidantes (vitamina C e E), não demonstraram eficácia na prevenção da PE. O sulfato de magnésio é usado para prevenir e tratar convulsões na eclâmpsia, não para prevenir a PE.
Fatores de risco incluem pré-eclâmpsia em gestação anterior, doença renal crônica, doenças autoimunes (lúpus, SAF), diabetes mellitus pré-gestacional, hipertensão crônica, gestação múltipla e obesidade.
O AAS deve ser iniciado preferencialmente antes das 16 semanas de gestação (idealmente entre 12 e 16 semanas) e mantido até o parto, para maximizar sua eficácia na modulação da placentação.
O sulfato de magnésio é utilizado para prevenção e tratamento de convulsões (eclâmpsia) em gestantes com pré-eclâmpsia grave ou eclâmpsia estabelecida, e não como medida preventiva primária da pré-eclâmpsia em si.
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