PSU-ES - Processo Seletivo Unificado do Espírito Santo — Prova 2025
Gestante 42 anos, G3P1A1, vegana, com 13 semanas de gestação, hipertensa crônica, faz uso de metildopa 500 mg QID. No pré-natal, apresenta os seguintes achados: IMC de 35 kg/m², FC de 80 bpm, PA de 116/78 mmHg. Batimentos cardiofetais (BCF) de 148 bpm. Nesse contexto, assinale a MELHOR conduta.
Gestante alto risco para pré-eclâmpsia (HAS, idade >40, obesidade) → AAS baixa dose + suplementação de cálcio.
A gestante apresenta múltiplos fatores de risco para pré-eclâmpsia (idade avançada, HAS crônica, obesidade). A prevenção com AAS em baixa dose e suplementação de cálcio é uma conduta padrão para reduzir o risco de desfechos adversos.
A gestante em questão apresenta múltiplos fatores de risco para o desenvolvimento de pré-eclâmpsia: idade materna avançada (42 anos), hipertensão crônica e obesidade (IMC 35 kg/m²). A pré-eclâmpsia é uma complicação grave da gravidez, caracterizada por hipertensão e proteinúria após 20 semanas de gestação, podendo levar a desfechos maternos e fetais adversos. A identificação precoce desses fatores de risco é crucial para a implementação de medidas preventivas. As diretrizes atuais recomendam a profilaxia da pré-eclâmpsia em gestantes de alto risco com ácido acetilsalicílico (AAS) em baixa dose (geralmente 100 a 150 mg/dia), iniciado preferencialmente antes das 16 semanas de gestação e mantido até o parto. O AAS atua modulando a produção de tromboxano e prostaciclina, melhorando a perfusão placentária e reduzindo o risco de disfunção endotelial. Além do AAS, a suplementação de cálcio (1 a 2 g/dia) é indicada para gestantes com baixa ingestão dietética de cálcio e/ou alto risco de pré-eclâmpsia, conforme as recomendações da Organização Mundial da Saúde. Embora a gestante seja vegana, o que pode indicar baixa ingestão de cálcio, a suplementação é uma medida preventiva importante independentemente da dieta, quando há múltiplos fatores de risco. A metildopa já está sendo utilizada para controle da hipertensão crônica, mas não previne a pré-eclâmpsia per se.
Fatores de risco incluem hipertensão crônica, diabetes pré-gestacional, doença renal, idade materna avançada (>40 anos), obesidade, gestação múltipla, histórico de pré-eclâmpsia em gestação anterior e doenças autoimunes.
O AAS em baixa dose (geralmente 100-150 mg/dia) atua inibindo a agregação plaquetária e melhorando a perfusão placentária, reduzindo o risco de pré-eclâmpsia, especialmente quando iniciado antes de 16 semanas de gestação.
A suplementação de cálcio (1-2 g/dia) é recomendada para gestantes com baixa ingestão dietética de cálcio e alto risco de pré-eclâmpsia, pois pode ajudar a reduzir a pressão arterial e o risco da doença, embora o mecanismo exato não seja totalmente compreendido.
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