PMC - Prefeitura Municipal de Curitiba / SMS (PR) — Prova 2020
São indicações do uso de ácido acetilsalicílico em doses baixas 50- 150 mg por dia para prevenção de pré-eclâmpsia em gestantes, exceto:
AAS baixa dose previne pré-eclâmpsia em alto risco; história familiar de hipertensão não é indicação isolada.
O uso de AAS em baixas doses é crucial para gestantes com alto risco de pré-eclâmpsia, visando melhorar a placentação e reduzir a incidência da doença. Fatores como história prévia de pré-eclâmpsia grave, doenças autoimunes e hipertensão crônica são indicações claras, enquanto história familiar de hipertensão gestacional isolada não configura alto risco para essa intervenção.
A pré-eclâmpsia é uma complicação grave da gestação, caracterizada por hipertensão e proteinúria após 20 semanas, sendo uma das principais causas de morbimortalidade materna e perinatal. A identificação precoce de gestantes de alto risco é fundamental para a implementação de medidas preventivas eficazes. O ácido acetilsalicílico (AAS) em baixas doses atua na modulação da resposta inflamatória e na melhora da perfusão placentária, reduzindo o risco de desenvolvimento da doença. As indicações são baseadas em fatores de risco bem estabelecidos, como história prévia de pré-eclâmpsia, doenças crônicas maternas e condições trombofílicas. A compreensão das indicações e contraindicações do AAS na gestação é crucial para a prática clínica. A decisão de iniciar a profilaxia deve ser individualizada, considerando o perfil de risco da paciente para otimizar os resultados maternos e fetais, preparando o residente para decisões seguras e baseadas em evidências.
Os principais fatores incluem história de pré-eclâmpsia em gestação anterior, doenças autoimunes como lúpus ou síndrome antifosfolipídeo, hipertensão crônica, diabetes pré-gestacional e doença renal crônica.
A dose recomendada varia de 50 a 150 mg/dia, geralmente iniciada entre 12 e 16 semanas de gestação, e mantida até o parto.
Embora a genética possa influenciar, a história familiar isolada não confere um risco tão elevado quanto os fatores de risco maternos diretos, não justificando a intervenção com AAS sem outros critérios.
Responda esta e mais de 150 mil questões comentadas no MedEvo — a plataforma de residência médica com IA.
Responder questão no MedEvo