FAMENE - Faculdade de Medicina Nova Esperança (PB) — Prova 2023
A redução de desfechos graves de pré-eclâmpsia está na dependência de:
Prevenção pré-eclâmpsia grave → AAS baixa dose + cálcio em gestantes de risco selecionadas.
A profilaxia da pré-eclâmpsia com AAS em baixa dose e suplementação de cálcio é eficaz em reduzir desfechos adversos, especialmente em pacientes com fatores de risco e baixa ingesta de cálcio. O início precoce do AAS (antes de 16 semanas) é crucial para otimizar o benefício.
A pré-eclâmpsia é uma síndrome hipertensiva específica da gestação, caracterizada por hipertensão e proteinúria após 20 semanas de gestação, sendo uma das principais causas de morbimortalidade materna e perinatal. Sua incidência varia globalmente, mas é uma preocupação constante na prática obstétrica devido à sua imprevisibilidade e potencial de desfechos graves como eclâmpsia, síndrome HELLP e restrição de crescimento fetal. A fisiopatologia envolve uma placentação anormal com invasão trofoblástica inadequada das artérias espiraladas, levando à isquemia placentária e liberação de fatores antiangiogênicos. O diagnóstico precoce e a estratificação de risco são fundamentais. A prevenção primária, focada em gestantes de risco, é a estratégia mais eficaz para reduzir a incidência e a gravidade da doença. O tratamento definitivo da pré-eclâmpsia é o parto. No entanto, a prevenção com AAS em baixa dose (75-150 mg/dia) e suplementação de cálcio (1g/dia) em gestantes selecionadas com fatores de risco, iniciada precocemente no segundo trimestre, tem demonstrado reduzir significativamente os desfechos adversos. O controle rigoroso da pressão arterial e o monitoramento materno-fetal são essenciais para um bom prognóstico.
Os principais fatores de risco incluem história prévia de pré-eclâmpsia, doença renal crônica, doenças autoimunes (lúpus, SAF), diabetes mellitus, hipertensão arterial crônica, gestação múltipla e obesidade.
A dose recomendada de AAS é de 75 a 150 mg/dia, idealmente iniciada entre 12 e 16 semanas de gestação, e mantida até o parto, para gestantes com fatores de risco.
A suplementação de cálcio é recomendada para gestantes com baixa ingesta diária de cálcio, pois demonstrou reduzir o risco de pré-eclâmpsia, especialmente em populações com deficiência nutricional.
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