Santa Casa de Barra Mansa (RJ) — Prova 2021
V.R.T., 41 anos de idade, G3 P2, 14 semanas de gestação, inicia o pré-natal. Informa histórico de pré-eclâmpsia, por volta da 33ª semana nas duas gestações anteriores (os dois filhos são vivos). Deseja saber se é possível evitar a pré-eclâmpsia na gestação atual. Nesse caso a conduta adequada é prescrever:
História prévia de pré-eclâmpsia → profilaxia com AAS e cálcio a partir do 1º trimestre.
Pacientes com história prévia de pré-eclâmpsia, especialmente com parto prematuro, possuem alto risco de recorrência. A profilaxia com aspirina (AAS) em baixa dose e suplementação de cálcio é a conduta mais eficaz, devendo ser iniciada precocemente, idealmente antes da 16ª semana de gestação.
A pré-eclâmpsia é uma complicação grave da gestação, responsável por significativa morbimortalidade materna e perinatal. A identificação de gestantes de alto risco, como aquelas com história prévia da doença, é fundamental para implementar estratégias de prevenção eficazes e melhorar os desfechos. A profilaxia com aspirina em baixa dose (geralmente 81-162 mg/dia) é a intervenção mais bem estabelecida para reduzir o risco de pré-eclâmpsia em pacientes de alto risco. Sua eficácia é maximizada quando iniciada precocemente, idealmente no primeiro trimestre (antes da 16ª semana), atuando na melhora da placentação. A suplementação de cálcio (1-2 g/dia) também é recomendada para gestantes com baixa ingestão de cálcio e alto risco. O manejo do pré-natal de gestantes com fatores de risco para pré-eclâmpsia exige vigilância e intervenções baseadas em evidências. A educação da paciente sobre a importância da adesão à profilaxia e o monitoramento regular são cruciais para detectar precocemente sinais de alerta e garantir um desfecho gestacional favorável.
Os principais fatores de risco incluem história prévia de pré-eclâmpsia, hipertensão crônica, diabetes, doença renal, doenças autoimunes, gestação múltipla e obesidade.
A aspirina em baixa dose deve ser iniciada idealmente entre 12 e 16 semanas de gestação, mas pode ser iniciada até 20 semanas, para otimizar a prevenção.
A suplementação de cálcio é recomendada para gestantes com baixa ingestão dietética de cálcio e alto risco de pré-eclâmpsia, pois pode reduzir a incidência da doença.
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