Pré-eclâmpsia: Prevenção com AAS e Cálcio na Gestação

PUC Sorocaba - Pontifícia Universidade Católica de Sorocaba (SP) — Prova 2023

Enunciado

Com relação à pré-eclâmpsia, assinale a alternativa CORRETA entre as abaixo relacionadas:

Alternativas

  1. A) São fatores de risco para pré-eclâmpsia (PE) nuliparidade, história familiar de PE, distopias placentárias e magreza (Índice de Massa Corpórea < 20);
  2. B) A Dopplervelocimetria das artérias uterinas isoladamente, avaliando a intensidade da invasão trofoblástica no 1º trimestre é o melhor método para predição da ocorrência de PE;
  3. C) O uso de ácido acetilsalicílico (60 a 150 mg/ dia) e cálcio (1,5 a 2 g/dia) são intervenções benéficas em grupos de risco para evitar o desenvolvimento da PE;
  4. D) O ganho de peso > 1 kg/semana, edema em mãos e face ou outros sintomas, como cefaleia persistente, juntamente com proteinúria são suficientes para o diagnóstico de PE.

Pérola Clínica

Prevenção de PE em risco: AAS (60-150mg/dia) + Cálcio (1,5-2g/dia) são intervenções benéficas.

Resumo-Chave

A prevenção da pré-eclâmpsia em gestantes de alto risco é fundamental. O uso de ácido acetilsalicílico em baixas doses e suplementação de cálcio são intervenções comprovadamente eficazes para reduzir a incidência e gravidade da doença, especialmente quando iniciadas precocemente.

Contexto Educacional

A pré-eclâmpsia é uma síndrome hipertensiva específica da gestação, caracterizada por hipertensão e proteinúria após a 20ª semana, sendo uma das principais causas de morbimortalidade materna e perinatal. Sua incidência varia globalmente, mas é uma preocupação constante na obstetrícia devido às suas graves complicações. A fisiopatologia envolve uma placentação anormal com invasão trofoblástica inadequada das artérias espiraladas, levando à isquemia placentária e liberação de fatores antiangiogênicos e inflamatórios. O diagnóstico é clínico, baseado em níveis pressóricos elevados e proteinúria, ou sinais de disfunção de órgãos-alvo. O rastreamento de risco é crucial para identificar gestantes que se beneficiarão de medidas preventivas. O manejo da pré-eclâmpsia visa prevenir complicações e prolongar a gestação quando possível. A prevenção primária em grupos de risco com ácido acetilsalicílico em baixas doses e suplementação de cálcio tem demonstrado eficácia. O tratamento definitivo é o parto, mas o manejo conservador pode ser adotado em casos selecionados, com monitoramento rigoroso materno e fetal.

Perguntas Frequentes

Quais são os principais fatores de risco para pré-eclâmpsia?

Os principais fatores incluem nuliparidade, história prévia de PE, hipertensão crônica, diabetes, doença renal, obesidade e gestação múltipla.

Qual a dose recomendada de ácido acetilsalicílico para prevenção da pré-eclâmpsia?

A dose recomendada varia de 60 a 150 mg/dia, geralmente iniciada antes da 16ª semana de gestação em pacientes de alto risco.

O que é a dopplervelocimetria das artérias uterinas no rastreamento de pré-eclâmpsia?

É um exame que avalia o fluxo sanguíneo nas artérias uterinas no 1º trimestre, sendo um componente importante do rastreamento combinado, mas não deve ser usado isoladamente.

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