Pré-eclâmpsia: Prevenção com AAS em Gestantes de Risco

Santa Casa de São Paulo - ISCMSP/FCMSCSP (SP) — Prova 2024

Enunciado

Quanto à prevenção de pré-eclâmpsia, analise as proposições abaixo.I. A melhor medida de prevenção é modificação de estilo de vida, com exercício físico adaptado, redução da ingesta de sal e evitar ganho de peso excessivo.II. O uso de Aspirina está proibido na gravidez, por se tratar de medicação anti-inflamatória.III. O uso de AAS em dose baixa é a intervenção mais efetiva para a prevenção.IV. O uso de magnésio e cálcio na proporção de 2:1 é eficaz na prevenção. É correto o que se afirma em

Alternativas

  1. A) III, apenas.
  2. B) I e II, apenas.
  3. C) III e IV, apenas.
  4. D) I, II e III, apenas.
  5. E) I, II, III e IV.

Pérola Clínica

AAS em dose baixa é a intervenção mais efetiva para prevenção de pré-eclâmpsia em gestantes de risco.

Resumo-Chave

O AAS em dose baixa (geralmente 100-150 mg/dia) é a principal intervenção farmacológica para prevenir pré-eclâmpsia em gestantes com fatores de risco, devendo ser iniciado preferencialmente antes da 16ª semana de gestação. Modificações de estilo de vida e suplementação de cálcio podem ser coadjuvantes, mas não são as mais efetivas isoladamente.

Contexto Educacional

A pré-eclâmpsia é uma complicação grave da gravidez, caracterizada por hipertensão e proteinúria após a 20ª semana de gestação, que pode levar a morbimortalidade materna e fetal. A identificação de gestantes de alto risco e a implementação de medidas preventivas são cruciais para melhorar os desfechos. Fatores de risco incluem histórico de pré-eclâmpsia, hipertensão crônica, diabetes, doença renal, doenças autoimunes e gestação múltipla. A intervenção mais efetiva e amplamente recomendada para a prevenção da pré-eclâmpsia em gestantes de risco é o uso de ácido acetilsalicílico (AAS) em dose baixa (geralmente 100-150 mg/dia), iniciado idealmente entre a 12ª e a 16ª semana de gestação e mantido até o termo. O AAS atua melhorando a placentação e a perfusão uteroplacentária. Outras medidas, como modificações de estilo de vida (exercício físico adaptado, controle de peso) e suplementação de cálcio (especialmente em populações com baixa ingesta), podem ser coadjuvantes, mas não substituem o AAS como a intervenção mais robusta. É importante desmistificar a ideia de que o AAS é proibido na gravidez. Embora AINEs em doses elevadas sejam contraindicados no terceiro trimestre devido ao risco de fechamento prematuro do ducto arterioso, o AAS em dose baixa tem um perfil de segurança bem estabelecido e é uma ferramenta valiosa na prevenção de pré-eclâmpsia e restrição de crescimento fetal. Residentes devem estar cientes das indicações e do momento ideal para iniciar essa terapia.

Perguntas Frequentes

Qual a principal medida farmacológica para prevenir pré-eclâmpsia?

A principal medida farmacológica é o uso de ácido acetilsalicílico (AAS) em dose baixa (geralmente 100-150 mg/dia), iniciado preferencialmente antes da 16ª semana de gestação em pacientes com fatores de risco.

O uso de cálcio é eficaz na prevenção da pré-eclâmpsia?

A suplementação de cálcio (1-2 g/dia) é recomendada para gestantes com baixa ingesta dietética de cálcio e alto risco de pré-eclâmpsia, especialmente em populações com deficiência de cálcio, mas não é a medida mais efetiva isoladamente.

Por que o AAS em dose baixa é usado na gravidez?

O AAS em dose baixa atua inibindo a agregação plaquetária e a produção de tromboxano A2, melhorando a perfusão placentária e reduzindo o risco de disfunção endotelial associada à pré-eclâmpsia.

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