UEL - Hospital Universitário de Londrina (PR) — Prova 2021
Em relação à prevenção da pré-eclâmpsia, atribua V (verdadeiro) ou F (falso) às afirmativas a seguir.( ) A aspirina em baixa dosagem (100-150 mg/dia) deve ser considerada como profilaxia em mulheres com risco aumentado para pré-eclâmpsia.( ) A aspirina em baixa dosagem deve ser prescrita, preferencialmente, após a 16ª semana de gestação.( ) A suplementação de cálcio deve ser considerada para mulheres com alto risco e com baixa ingesta de cálcio na dieta.( ) A heparina de baixo peso molecular deve ser prescrita rotineiramente naqueles casos com histórico de pré-eclâmpsia precoce com restrição de crescimento fetal.( ) Vitaminas C e E em altas doses são opções eficientes na prevenção de pré-eclâmpsia. Assinale a alternativa que contém, de cima para baixo, a sequência corre
Pré-eclâmpsia: Aspirina <16 sem + Cálcio (baixa ingesta) para alto risco. Não usar heparina ou vitaminas C/E.
A profilaxia da pré-eclâmpsia com aspirina em baixa dose é eficaz quando iniciada antes da 16ª semana de gestação em pacientes de alto risco, pois atua na placentação precoce. A suplementação de cálcio também é recomendada para gestantes de alto risco com baixa ingestão dietética.
A pré-eclâmpsia é uma complicação grave da gravidez, caracterizada por hipertensão e proteinúria após a 20ª semana de gestação, sendo uma das principais causas de morbimortalidade materna e perinatal. Sua prevenção é fundamental para melhorar os desfechos gestacionais, especialmente em populações de alto risco. A identificação precoce de gestantes com maior probabilidade de desenvolver a condição é o primeiro passo para a implementação de medidas profiláticas. A fisiopatologia da pré-eclâmpsia envolve uma placentação inadequada com invasão trofoblástica deficiente, resultando em isquemia placentária e liberação de fatores antiangiogênicos que causam disfunção endotelial sistêmica. O rastreamento de risco pode ser feito por histórico clínico e, em alguns casos, por marcadores bioquímicos e ultrassonográficos. A intervenção precoce visa modular esses processos fisiopatológicos. As principais estratégias de prevenção incluem a aspirina em baixa dose (100-150 mg/dia), que deve ser iniciada preferencialmente antes da 16ª semana de gestação e continuada até o parto, e a suplementação de cálcio (1-2 g/dia) para mulheres com alto risco e baixa ingestão dietética. Outras intervenções, como vitaminas C e E ou heparina de baixo peso molecular, não são recomendadas rotineiramente para prevenção. O manejo adequado e a adesão às diretrizes são cruciais para a prática clínica e para as provas de residência.
Os fatores de risco incluem histórico de pré-eclâmpsia, doenças autoimunes, hipertensão crônica, diabetes, doença renal, gestação múltipla e obesidade. A identificação desses fatores é crucial para a indicação da profilaxia.
A aspirina atua na inibição da ciclooxigenase-1 plaquetária, modulando a produção de tromboxano A2 e prostaciclina, o que melhora a invasão trofoblástica e a placentação, sendo mais eficaz quando iniciada precocemente.
Não, a suplementação de cálcio é recomendada especificamente para mulheres com alto risco de pré-eclâmpsia e que apresentam baixa ingestão dietética de cálcio, geralmente menos de 600 mg/dia.
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