Prevenção de Pré-eclâmpsia: Condutas e Profilaxia

UNESP/HCFMB - Hospital das Clínicas de Botucatu (SP) — Prova 2026

Enunciado

Tercigesta de 38 anos de idade, negra, inicia o pré-natal com 12 semanas de gestação. Considerando a presença de marcadores de risco para o desenvolvimento de pré-eclâmpsia, como medidas de prevenção, deve-se orientar:

Alternativas

  1. A) Repouso, prescrição de ácido fólico (100 mg/dia) e de cálcio (1 g/dia).
  2. B) Atividade física (150 min/semana), prescrição de AAS (100 mg/dia) e de cálcio (1 g/dia).
  3. C) Redução da atividade física, prescrição de AAS (150 mg/dia) e de cálcio (2 g/dia).
  4. D) Atividade física (100 min/semana), prescrição de AAS (150 mg/dia) e de sulfato ferroso (300 mg/dia).

Contexto Educacional

A pré-eclâmpsia é uma das principais causas de morbimortalidade materna e perinatal no Brasil. Sua fisiopatologia está ligada a uma falha na segunda onda de invasão trofoblástica, gerando isquemia placentária e disfunção endotelial sistêmica. A identificação precoce de marcadores de risco, como raça negra, nuliparidade ou idade avançada, permite intervenções preventivas eficazes. O manejo preventivo baseia-se no uso do Ácido Acetilsalicílico (AAS), que inibe a produção de tromboxano A2, e na suplementação de carbonato de cálcio, que estabiliza a membrana endotelial e reduz a secreção de paratormônio. Além da farmacoterapia, a manutenção de hábitos saudáveis, como a prática de 150 minutos semanais de atividade física aeróbica, demonstrou reduzir significativamente os desfechos hipertensivos. Na prática clínica e em provas de residência, é fundamental diferenciar as medidas eficazes das obsoletas. O repouso não é indicado como prevenção e o uso de ácido fólico em altas doses ou sulfato ferroso isolado não possui evidência direta na prevenção da pré-eclâmpsia.

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