UNESP/HCFMB - Hospital das Clínicas de Botucatu (SP) — Prova 2026
Tercigesta de 38 anos de idade, negra, inicia o pré-natal com 12 semanas de gestação. Considerando a presença de marcadores de risco para o desenvolvimento de pré-eclâmpsia, como medidas de prevenção, deve-se orientar:
A pré-eclâmpsia é uma das principais causas de morbimortalidade materna e perinatal no Brasil. Sua fisiopatologia está ligada a uma falha na segunda onda de invasão trofoblástica, gerando isquemia placentária e disfunção endotelial sistêmica. A identificação precoce de marcadores de risco, como raça negra, nuliparidade ou idade avançada, permite intervenções preventivas eficazes. O manejo preventivo baseia-se no uso do Ácido Acetilsalicílico (AAS), que inibe a produção de tromboxano A2, e na suplementação de carbonato de cálcio, que estabiliza a membrana endotelial e reduz a secreção de paratormônio. Além da farmacoterapia, a manutenção de hábitos saudáveis, como a prática de 150 minutos semanais de atividade física aeróbica, demonstrou reduzir significativamente os desfechos hipertensivos. Na prática clínica e em provas de residência, é fundamental diferenciar as medidas eficazes das obsoletas. O repouso não é indicado como prevenção e o uso de ácido fólico em altas doses ou sulfato ferroso isolado não possui evidência direta na prevenção da pré-eclâmpsia.
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