UNESP/HCFMB - Hospital das Clínicas de Botucatu (SP) — Prova 2020
Tercigesta de 32 anos, com idade gestacional de 20 semanas, assintomática, apresenta antecedente de prematuridade, dois partos vaginais com 34 e 30 semanas, respectivamente. Exame físico normal. US: comprimento do colo de 40 mm. Nesse momento, a conduta é
Antecedente de prematuridade + colo > 25mm (20-25mm) → Progesterona vaginal para prevenção.
Em gestantes com histórico de parto prematuro espontâneo, a progesterona vaginal é a conduta de escolha para prevenção de recorrência, mesmo com comprimento cervical normal (acima de 25mm) na ultrassonografia. A circlagem é reservada para colo curto (<25mm) ou insuficiência istmocervical.
O parto prematuro, definido como o nascimento antes de 37 semanas de gestação, é a principal causa de morbimortalidade neonatal em todo o mundo. A prevenção da recorrência em gestantes com histórico é uma prioridade no pré-natal de alto risco. A paciente do caso, com dois partos prematuros anteriores (34 e 30 semanas), possui um risco elevado de novo parto prematuro espontâneo. A ultrassonografia transvaginal para medir o comprimento do colo uterino é uma ferramenta importante na avaliação do risco. Embora o comprimento de 40 mm seja considerado normal (geralmente > 25 mm), o histórico de prematuridade é um fator de risco independente e significativo. Nesses casos, a progesterona vaginal é a conduta de escolha. Estudos demonstraram que a progesterona vaginal, iniciada no segundo trimestre (geralmente entre 16 e 24 semanas) e mantida até 34-36 semanas, reduz significativamente o risco de parto prematuro recorrente. É fundamental para o residente diferenciar as indicações de progesterona e circlagem. A circlagem cervical é um procedimento cirúrgico indicado para casos de insuficiência istmocervical diagnosticada ou colo uterino muito curto (< 25 mm) em gestantes de alto risco, e não para todas as pacientes com histórico de prematuridade com colo normal. O carbonato de cálcio é um suplemento para saúde óssea e a inibina não tem papel na prevenção de prematuridade.
A progesterona é indicada para gestantes com histórico de parto prematuro espontâneo ou com colo uterino curto (geralmente < 25 mm) detectado na ultrassonografia, para reduzir o risco de recorrência.
A progesterona é a principal intervenção para prevenção de parto prematuro em gestantes de risco com colo uterino normal ou limítrofe. A circlagem é reservada para casos de insuficiência istmocervical ou colo muito curto (< 25 mm) em gestantes selecionadas.
A progesterona para prevenção de parto prematuro é geralmente administrada por via vaginal, pois essa via permite uma maior concentração local do hormônio no colo uterino, com menos efeitos sistêmicos.
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