PMFI - Prefeitura Municipal de Foz do Iguaçu (PR) — Prova 2023
O parto prematuro pode ser considerado um grave problema de saúde pública, pois impacta em morbidade neonatal elevada, aumenta os índices de mortalidade, assim como o dano psíquico e físico para a puérpera. Sendo assim, considere as seguintes opções para sua prevenção: I. Pré-natal regular; II. Uso de progesterona em pacientes de alto risco para parto prematuro; III. Cerclagem cervical em paciente com colo curto (abaixo de 2 cm com 16 semanas); IV. Uso de cloridrato de isoxsuprina 10 mg de 12/12 horas quando houver contrações; V. Tratamento de infecções genitais sempre que presentes. Estão CORRETAS:
Prevenção parto prematuro: pré-natal, progesterona (alto risco), cerclagem (colo curto), tratar infecções. Isoxsuprina NÃO é recomendada.
A prevenção do parto prematuro envolve uma abordagem multifacetada, incluindo o acompanhamento pré-natal adequado, o uso de progesterona em pacientes de alto risco e a cerclagem cervical para colo curto. O tratamento de infecções genitais também é crucial, enquanto a isoxsuprina não é um tocolítico de primeira linha ou recomendado atualmente.
O parto prematuro é uma das principais causas de morbidade e mortalidade neonatal, representando um desafio significativo para a saúde pública. A prevenção é multifacetada e envolve a identificação de fatores de risco e a implementação de intervenções baseadas em evidências. O pré-natal regular é a base para a detecção precoce de complicações e a educação da gestante. A fisiopatologia do parto prematuro é complexa, envolvendo inflamação, infecção, estresse, sangramento e distensão uterina. Intervenções como o uso de progesterona (via vaginal ou intramuscular) têm demonstrado eficácia em reduzir o risco de parto prematuro em populações selecionadas, como aquelas com colo curto ou histórico prévio. A cerclagem cervical é indicada para pacientes com incompetência istmo-cervical ou colo uterino significativamente curto, especialmente antes de 24 semanas. O tratamento de infecções genitais, como a vaginose bacteriana ou infecções do trato urinário, também é crucial, pois podem desencadear contrações uterinas. É fundamental que residentes e profissionais de saúde estejam atualizados sobre as recomendações atuais. Tocolíticos como a isoxsuprina, que já foram utilizados, não são mais recomendados devido à falta de evidências de eficácia e segurança comparáveis a outras opções. O foco deve ser em intervenções comprovadamente eficazes para otimizar os resultados maternos e neonatais.
As principais medidas incluem um pré-natal regular e de qualidade, o uso de progesterona em gestantes de alto risco, a realização de cerclagem cervical em casos de colo curto e o tratamento adequado de infecções genitais.
A progesterona é indicada para prevenção do parto prematuro em pacientes com histórico de parto prematuro espontâneo, colo uterino curto (detectado por ultrassonografia) ou gestação gemelar (em alguns casos específicos).
Não, a isoxsuprina não é considerada um tocolítico eficaz ou recomendado pelas diretrizes atuais para a prevenção ou tratamento do parto prematuro, devido à falta de evidências robustas de benefício e potenciais efeitos adversos.
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