UNESP/HCFMB - Hospital das Clínicas de Botucatu (SP) — Prova 2022
Secundigesta, na 20ª semana, está em uso de progesterona natural (200 mcg/dia, via vaginal) desde a 16ª semana de gestação. AP: parto prematuro espontâneo com 30 semanas na primeira gestação. US colo uterino de 35 mm. As condutas são:
História de parto prematuro + colo > 25mm + progesterona → Manter progesterona + USG seriada.
Em gestantes com história de parto prematuro e colo uterino com comprimento > 25 mm (considerado normal), a progesterona vaginal é indicada para manutenção da gestação. A conduta é manter a progesterona e realizar ultrassonografias seriadas para monitorar o comprimento do colo. A cerclagem seria considerada para colo < 25 mm.
O parto prematuro é uma das principais causas de morbimortalidade neonatal, e sua prevenção é um desafio significativo na obstetrícia. Gestantes com história de parto prematuro espontâneo prévio têm um risco aumentado de recorrência, exigindo uma vigilância e intervenção proativas para prolongar a gestação. A fisiopatologia do parto prematuro é multifatorial, envolvendo inflamação, infecção, estresse mecânico e alterações hormonais. A progesterona vaginal atua relaxando o miométrio, inibindo contrações e modulando a resposta inflamatória cervical, contribuindo para a manutenção da gravidez. O comprimento do colo uterino, avaliado por ultrassonografia transvaginal, é um preditor importante de risco. Um colo de 35 mm, como no caso, é considerado normal, mas a história de parto prematuro justifica a manutenção da progesterona. As condutas para prevenção de parto prematuro incluem o uso de progesterona vaginal em gestantes de alto risco (história de parto prematuro ou colo curto) e, em casos selecionados de colo muito curto, a cerclagem cervical. O monitoramento ultrassonográfico seriado do comprimento do colo permite avaliar a resposta à progesterona e identificar a necessidade de intervenções adicionais. A combinação dessas estratégias visa otimizar o prognóstico materno-fetal.
A progesterona vaginal é indicada para gestantes com história de parto prematuro espontâneo prévio ou com colo uterino curto (geralmente < 25 mm) detectado na ultrassonografia entre 18 e 24 semanas.
Um comprimento do colo uterino menor que 25 mm na ultrassonografia transvaginal, especialmente entre 18 e 24 semanas de gestação, é considerado um fator de risco significativo para parto prematuro.
A cerclagem cervical é recomendada para gestantes com história de incompetência istmo-cervical (perda gestacional no segundo trimestre sem contrações) ou para aquelas com colo uterino muito curto (< 25 mm) e história de parto prematuro.
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