Prevenção Parto Prematuro: Progesterona Vaginal e Colo Curto

ENARE/ENAMED — Prova 2026

Enunciado

Paciente G3P1A1, idade gestacional de 24 semanas, comparece à consulta. Refere que na primeira gestação teve um abortamento com 16 semanas e na segunda, teve trabalho de parto vaginal muito rápido, na idade gestacional de 28 semanas. Na ultrassonografia transvaginal, realizada com 23 semanas desta gestação, detectou-se colo uterino com 1,5 cm de comprimento. Qual é a conduta adequada à situação?

Alternativas

  1. A) Solicitar a pesquisa de estreptococo do Grupo B na 28ª semana.
  2. B) Internar a paciente para receber atosiban intravenoso até 34 semanas.
  3. C) Prescrever nifedipina 20 mg via oral diariamente à noite até 39 semanas.
  4. D) Prescrever progesterona micronizada via vaginal 200 mg ao dia até 36 semanas.

Pérola Clínica

Gestante com história de parto prematuro e colo curto (<2.5cm) → Prevenção de parto prematuro = Progesterona vaginal até 36 semanas.

Resumo-Chave

Em gestantes com história de parto prematuro e/ou colo uterino curto (<2.5 cm) detectado na ultrassonografia transvaginal, a progesterona micronizada via vaginal é a conduta de escolha para a prevenção de um novo parto prematuro.

Contexto Educacional

O parto prematuro é uma das principais causas de morbimortalidade neonatal. A identificação de gestantes de alto risco é fundamental para a implementação de medidas preventivas eficazes. A história de parto prematuro anterior e o achado de colo uterino curto na ultrassonografia transvaginal são os principais fatores de risco. A progesterona micronizada via vaginal é a intervenção mais bem estabelecida para a prevenção do parto prematuro em gestantes com esses fatores de risco. Sua ação envolve a manutenção da quiescência miometrial e a modulação da resposta inflamatória cervical, contribuindo para a manutenção da gravidez até o termo. A dose e a duração do tratamento devem seguir as diretrizes clínicas. É crucial diferenciar a prevenção do tratamento do trabalho de parto prematuro. Tocolíticos como atosiban e nifedipina são utilizados para inibir contrações em um trabalho de parto prematuro já estabelecido, enquanto a progesterona vaginal é uma medida profilática em gestantes assintomáticas de alto risco. A pesquisa de Estreptococo do Grupo B (GBS) é uma triagem de rotina no final da gestação, não relacionada à prevenção do parto prematuro em si.

Perguntas Frequentes

Qual o papel da progesterona vaginal na prevenção do parto prematuro?

A progesterona vaginal ajuda a manter a quiescência uterina e a estabilidade do colo uterino, sendo indicada para gestantes com história de parto prematuro e/ou colo uterino curto (geralmente < 2.5 cm) detectado na ultrassonografia transvaginal.

Qual o comprimento do colo uterino considerado de risco para parto prematuro?

Um comprimento de colo uterino menor que 2.5 cm na ultrassonografia transvaginal, especialmente entre 20 e 24 semanas de gestação, é um forte preditor de parto prematuro, justificando intervenções preventivas.

Quando a cerclagem cervical é indicada para prevenir o parto prematuro?

A cerclagem cervical é geralmente indicada para gestantes com história de insuficiência istmocervical (perda gestacional no segundo trimestre sem contrações ou sangramento) ou em casos selecionados de colo uterino muito curto (< 1.0-1.5 cm) detectado antes de 24 semanas, mesmo sem história prévia.

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