FMABC - Faculdade de Medicina do ABC Paulista (SP) — Prova 2024
Com relação às medidas preventivas da prematuridade
Progesterona vaginal → indicada em gestações únicas com antecedente de parto prematuro espontâneo para reduzir recorrência.
A progesterona vaginal é uma intervenção eficaz para a prevenção da recorrência do parto prematuro espontâneo em gestações únicas de mulheres com histórico prévio. Sua ação visa estabilizar o miométrio e modular a resposta inflamatória, prolongando a gestação.
A prematuridade, definida como o nascimento antes de 37 semanas de gestação, é a principal causa de morbimortalidade neonatal globalmente. A prevenção do parto prematuro é um desafio complexo, envolvendo estratégias primárias, secundárias e terciárias. O acesso ao pré-natal de qualidade é uma medida primária crucial, mas não garante por si só a redução da prematuridade espontânea. O rastreamento do colo uterino por ultrassonografia transvaginal entre 20 e 24 semanas é uma ferramenta importante para identificar gestantes de risco. Um colo uterino com medida inferior a 25 mm (e não 30 mm) é considerado curto e um fator de risco significativo. Nesses casos, a progesterona vaginal tem demonstrado eficácia na redução do risco de parto prematuro espontâneo em gestações únicas. A progesterona vaginal é particularmente indicada em gestações únicas de mulheres com antecedente de parto prematuro espontâneo. Outras intervenções, como o pessário vaginal, não são rotineiramente indicadas em gestações gemelares devido à falta de evidências de benefício. Os uterolíticos são usados para inibir o trabalho de parto prematuro já iniciado, mas não para prevenção a longo prazo. O conhecimento dessas estratégias é fundamental para a prática obstétrica.
O rastreamento universal com ultrassonografia transvaginal entre 20 e 24 semanas para medir o colo uterino é recomendado. Um colo menor que 25 mm (e não 30 mm) é considerado curto e indica risco aumentado de parto prematuro, justificando intervenções como a progesterona.
Não, o uso do pessário vaginal não é indicado rotineiramente em gestações gemelares. Estudos não demonstraram benefício significativo na redução da prematuridade nesse grupo, e sua indicação é mais restrita a casos específicos de gestação única com colo curto.
Os uterolíticos são utilizados para inibir as contrações uterinas em casos de trabalho de parto prematuro estabelecido, com o objetivo de prolongar a gestação por um curto período (geralmente 48 horas) para permitir a administração de corticoesteroides. Eles não são eficientes na prevenção primária da prematuridade.
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