HASP - Hospital Adventista de São Paulo — Prova 2022
J.M.L possui 35 anos, Gesta 3 Para 2 (dois partos normais com 33 e 31 semanas). Em sua gestação atual encontra-se na 14° semana, sem intercorrências e procurou médico para consulta pré-natal. Considerando o histórico da paciente, o médico deve recomendar:
Histórico de parto prematuro = progesterona vaginal para prevenção de recorrência.
Gestantes com histórico de parto prematuro espontâneo se beneficiam da suplementação de progesterona via vaginal, que demonstrou reduzir significativamente o risco de recorrência. A progesterona atua estabilizando o miométrio e modulando a resposta inflamatória cervical, prevenindo o encurtamento do colo.
O parto prematuro, definido como o nascimento antes de 37 semanas de gestação, é a principal causa de morbimortalidade neonatal. Gestantes com histórico de parto prematuro espontâneo anterior, como a paciente do enunciado (Gesta 3 Para 2, com partos anteriores de 33 e 31 semanas), apresentam um risco significativamente aumentado de recorrência. A prevenção nesses casos é uma prioridade no pré-natal de alto risco. A suplementação com progesterona, especialmente a via vaginal, tem demonstrado ser uma intervenção eficaz para reduzir o risco de parto prematuro recorrente. A progesterona atua mantendo o útero em um estado de quiescência, inibindo as contrações miometriais e modulando a resposta inflamatória no colo uterino, prevenindo seu amadurecimento e encurtamento precoce. Geralmente, o tratamento é iniciado no segundo trimestre e mantido até o final da gestação. Para residentes, é crucial reconhecer os fatores de risco para parto prematuro e as estratégias de prevenção baseadas em evidências. A progesterona vaginal é uma conduta de primeira linha para pacientes com histórico de parto prematuro espontâneo. A cerclagem cervical, embora importante, é reservada para casos específicos de insuficiência istmocervical ou encurtamento cervical progressivo, e não é a primeira abordagem para todas as pacientes com risco de prematuridade.
A progesterona via vaginal é indicada para gestantes com histórico de parto prematuro espontâneo anterior, ou para aquelas com colo uterino curto detectado no ultrassom transvaginal, geralmente a partir do segundo trimestre da gestação.
A progesterona atua mantendo a quiescência uterina, inibindo as contrações, e tem efeitos anti-inflamatórios no colo uterino, prevenindo seu amadurecimento e encurtamento precoce. Ela ajuda a manter a integridade cervical e a prolongar a gestação.
Além da progesterona, outras estratégias incluem a cerclagem de colo uterino em casos selecionados de insuficiência istmocervical, o manejo de infecções (especialmente urinárias e vaginais), e a cessação do tabagismo e outras substâncias.
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