FMABC - Faculdade de Medicina do ABC Paulista (SP) — Prova 2025
Secundigesta, 7 semanas de idade gestacional, iniciou pré-natal na UBS. Na 1ª gestação, entrou em trabalho de parto prematuro, evoluindo para parto vaginal com 33 semanas. Qual é a medicação indicada, nessa gestação, para prevenção de um novo parto prematuro?
História de parto prematuro → Progesterona (via vaginal ou IM) para prevenção em gestação atual.
Em gestantes com história prévia de parto prematuro espontâneo, a suplementação com progesterona (via vaginal ou intramuscular) é a principal intervenção para reduzir o risco de recorrência. A progesterona atua mantendo a quiescência uterina e modulando a resposta inflamatória cervical.
O parto prematuro, definido como o nascimento antes de 37 semanas completas de gestação, é a principal causa de morbimortalidade neonatal em todo o mundo. A prevenção é um desafio significativo na obstetrícia, especialmente em gestantes com fatores de risco. A história de um parto prematuro anterior é o fator de risco mais importante para a recorrência, aumentando substancialmente a chance de um novo evento. A progesterona desempenha um papel crucial na manutenção da gravidez, promovendo a quiescência uterina e a estabilidade cervical. Em gestantes com história de parto prematuro espontâneo, a suplementação com progesterona tem demonstrado eficácia na redução do risco de recorrência. Acredita-se que a progesterona atue modulando a resposta inflamatória no colo uterino e inibindo as contrações uterinas. A indicação da progesterona para prevenção de parto prematuro deve ser considerada em todas as gestantes com história de parto prematuro espontâneo prévio, ou naquelas com colo uterino curto detectado por ultrassonografia transvaginal. A administração pode ser via vaginal ou intramuscular, geralmente iniciada no segundo trimestre e mantida até o final do terceiro. É uma intervenção simples e de baixo custo com impacto significativo na redução da prematuridade.
A progesterona é indicada para gestantes com história prévia de parto prematuro espontâneo ou com colo uterino curto detectado no ultrassom transvaginal no segundo trimestre.
A progesterona pode ser administrada via vaginal (óvulos ou gel) ou intramuscular, geralmente iniciando entre 16 e 20 semanas de gestação e continuando até 34-36 semanas.
Os principais fatores de risco incluem história de parto prematuro prévio, gestação múltipla, colo uterino curto, infecções (urinárias, vaginais), sangramento vaginal, tabagismo e uso de drogas ilícitas.
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