Colo Curto e Prematuridade: Prevenção com Progesterona

INEP Revalida - Exame Nacional de Revalidação de Diplomas Médicos — Prova 2024

Enunciado

Uma secundigesta, com história prévia de prematuridade, chega à consulta de pré-natal assintomática, trazendo resultado de ultrassonografia de 22 semanas, o qual revela feto vivo, com exame morfológico normal e com colo uterino medindo 20 mm.Nesse caso, a conduta médica mais adequada é indicar

Alternativas

  1. A) realização de cerclagem do colo uterino imediatamente.
  2. B) nifedipina com início imediato e manter o uso até as 30 semanas de gestação.
  3. C) betametasona com início imediato e repetir o exame com 30 semanas de gestação.
  4. D) progesterona natural com início imediato e manter o uso até as 36 semanas gestacionais.

Pérola Clínica

Colo curto (<25mm) + história de prematuridade → Progesterona vaginal até 36 semanas.

Resumo-Chave

Em gestantes com história prévia de parto prematuro e colo uterino curto (≤ 25 mm) detectado na ultrassonografia entre 16 e 24 semanas, a suplementação com progesterona natural (geralmente vaginal) é a conduta mais adequada para reduzir o risco de recorrência de parto prematuro, devendo ser mantida até 36 semanas.

Contexto Educacional

O parto prematuro, definido como o nascimento antes de 37 semanas completas de gestação, é a principal causa de morbimortalidade neonatal. A identificação e manejo de gestantes de alto risco são cruciais no pré-natal. A história prévia de prematuridade e a presença de colo uterino curto são os principais fatores de risco para recorrência. A questão descreve uma secundigesta com história prévia de prematuridade e colo uterino de 20 mm na ultrassonografia de 22 semanas. Um colo uterino medindo ≤ 25 mm entre 16 e 24 semanas é considerado curto e indica alto risco de parto prematuro. Nesse cenário, a conduta mais eficaz para a prevenção é a suplementação com progesterona natural. A progesterona, especialmente por via vaginal, tem demonstrado reduzir significativamente o risco de parto prematuro em gestantes com colo curto e/ou história de prematuridade. Sua ação inclui o relaxamento do miométrio, a inibição de contrações e a manutenção da integridade do colo uterino. A recomendação é iniciar o uso imediatamente após o diagnóstico e mantê-lo até 36 semanas de gestação. Outras opções como cerclagem são reservadas para casos específicos de incompetência istmocervical ou colo extremamente curto, e tocolíticos (como nifedipina) e corticoides (betametasona) são utilizados em trabalho de parto prematuro já estabelecido para inibir contrações e promover a maturação pulmonar fetal, respectivamente, e não para prevenção primária em gestantes assintomáticas.

Perguntas Frequentes

Qual o valor de corte para colo uterino curto na gestação?

O colo uterino é considerado curto quando sua medida ultrassonográfica transvaginal é ≤ 25 mm entre 16 e 24 semanas de gestação, sendo um fator de risco significativo para parto prematuro e necessitando de atenção médica.

Por que a progesterona é usada para prevenir o parto prematuro?

A progesterona atua relaxando o miométrio, inibindo contrações uterinas e promovendo a manutenção da integridade cervical, reduzindo o risco de parto prematuro em gestantes de alto risco, especialmente quando administrada por via vaginal.

Quando a cerclagem uterina é indicada em casos de colo curto?

A cerclagem é geralmente indicada para gestantes com história de incompetência istmocervical (perdas gestacionais de segundo trimestre indolores) ou colo uterino muito curto (<10-15mm) antes de 24 semanas, especialmente se a progesterona não for suficiente ou houver dilatação cervical.

Responda esta e mais de 150 mil questões comentadas no MedEvo — a plataforma de residência médica com IA.

Responder questão no MedEvo