Prevenção de Parto Prematuro: Progesterona e USG Colo

SURCE - Sistema Único de Residência do Ceará — Prova 2023

Enunciado

C.F.N, 17 anos, G2P1A0, parto prematuro vaginal em gestação anterior com 30 semanas, sem ocorrência de RAMO (Rotura Anteparto das Membranas Ovulares). Comparece pela primeira vez ao ambulatório de pré-natal para acompanhamento, com idade gestacional de 10 semanas. Indique a melhor orientação a ser dada.

Alternativas

  1. A) Está indicada a cerclagem uterina no fim do primeiro trimestre (12-14s) e o uso de nifedipina 20 mg, oral, a cada 8h, diariamente, da 16ª a 36ª semana de gravidez, uma vez que existe como fator de risco história de trabalho de parto prematuro em gestação anterior.
  2. B) Está indicada a medição do colo por via transvaginal entre 16 e 24 semanas e o uso de nifedipina 20 mg, oral, a cada 8h, diariamente, da 16ª a 36ª semana de gravidez, uma vez que existe como fator de risco história de trabalho de parto prematuro em gestação anterior.
  3. C) Está indicada a cerclagem uterina no fim do primeiro trimestre (12-14s) e o uso de progesterona natural micronizada, de 100 a 200 mg intravaginal, diariamente, da 16ª a 36ª semana de gravidez, uma vez que existe como fator de risco história de trabalho de parto prematuro em gestação anterior.
  4. D) Está indicada a medição do colo por via transvaginal entre 16 e 24 semanas de gestação e o uso de progesterona natural micronizada, de 100 a 200 mg intravaginal, diariamente, da 16ª a 36ª semana de gravidez, uma vez que existe como fator de risco história de trabalho de parto prematuro em gestação anterior.

Pérola Clínica

História de parto prematuro espontâneo → rastreio colo curto (USG TV 16-24s) + progesterona vaginal.

Resumo-Chave

Em gestantes com história de parto prematuro espontâneo, a principal estratégia de prevenção é a medição seriada do colo uterino por ultrassonografia transvaginal entre 16 e 24 semanas. Se o colo estiver curto (<25mm), ou mesmo com história prévia, a progesterona natural micronizada via vaginal é indicada para reduzir o risco de recorrência.

Contexto Educacional

O parto prematuro é uma das principais causas de morbimortalidade neonatal, e sua prevenção é um pilar fundamental do pré-natal de alto risco. Gestantes com história de parto prematuro espontâneo anterior, especialmente antes de 34 semanas, apresentam um risco aumentado de recorrência. A abordagem preventiva deve ser individualizada e baseada nas evidências mais recentes. A principal estratégia para essas pacientes inclui a avaliação seriada do comprimento do colo uterino por ultrassonografia transvaginal, idealmente entre 16 e 24 semanas de gestação. Um colo uterino com comprimento inferior a 25 mm é considerado curto e aumenta significativamente o risco. Nesses casos, a suplementação com progesterona natural micronizada, administrada via vaginal diariamente da 16ª à 36ª semana, tem demonstrado eficácia na redução da taxa de parto prematuro. A progesterona atua modulando a inflamação e relaxando a musculatura uterina. A cerclagem uterina, por sua vez, é uma intervenção cirúrgica reservada para casos específicos, como história de insuficiência istmocervical (dilatação cervical indolor no segundo trimestre) ou colo uterino muito curto (geralmente <10-15 mm) detectado antes de 24 semanas, mesmo com progesterona. É crucial diferenciar as indicações para cada intervenção, evitando o uso indiscriminado de cerclagem e priorizando a progesterona como primeira linha em muitas situações de risco.

Perguntas Frequentes

Qual o papel da progesterona na prevenção do parto prematuro?

A progesterona vaginal atua estabilizando o colo uterino e diminuindo a contratilidade uterina, sendo eficaz na redução do risco de parto prematuro em gestantes com história prévia ou colo curto.

Quando a medição do colo uterino por ultrassonografia transvaginal é indicada?

A medição do colo uterino por USG transvaginal é indicada entre 16 e 24 semanas de gestação para gestantes com fatores de risco para parto prematuro, como história prévia.

Em que situações a cerclagem uterina é recomendada para prevenir o parto prematuro?

A cerclagem uterina é recomendada para gestantes com história de insuficiência istmocervical, colo uterino curto detectado em ultrassonografia ou cerclagem de emergência em casos de dilatação cervical.

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