USP/HCRP - Hospital das Clínicas de Ribeirão Preto (SP) — Prova 2022
Mulher, 28 anos, G2P1A0, 1 parto pré-termo anterior espontâneo com 32 semanas sem intercorrências, está em seguimento pré-natal em uso de progesterona via vaginal. Comparece no ambulatório para realizar ultrassom morfológico e medida colo uterino. Ultrassom morfológico sem alterações e avaliação do colo uterino com 2,6 cm de comprimento.Qual a conduta clínica?
História de parto pré-termo + colo curto (<2,5 cm) + progesterona em uso → Manter progesterona.
Em gestantes com história de parto pré-termo e colo uterino curto (geralmente < 2,5 cm ou 2,0 cm dependendo da diretriz, mas 2,6 cm é limítrofe e a paciente já está em uso), a progesterona vaginal é a conduta padrão para reduzir o risco de recorrência. A manutenção do tratamento é crucial, especialmente se o colo não encurtou significativamente apesar do uso.
A prevenção do parto pré-termo é um dos maiores desafios na obstetrícia, sendo a principal causa de morbimortalidade neonatal. A identificação de fatores de risco, como história de parto pré-termo espontâneo e o achado de colo uterino curto na ultrassonografia transvaginal, é crucial para a implementação de medidas profiláticas. A progesterona vaginal tem se mostrado eficaz na redução do risco de recorrência em gestantes de alto risco. A fisiopatologia do parto pré-termo envolve uma complexa interação de fatores inflamatórios, infecciosos, genéticos e mecânicos. O colo uterino curto é um marcador de risco importante, pois reflete uma menor capacidade de manter a gestação até o termo. O diagnóstico é feito pela ultrassonografia transvaginal, idealmente entre 18 e 24 semanas, onde um comprimento < 2,5 cm é considerado significativo. A conduta para gestantes com história de parto pré-termo e colo uterino curto inclui a administração de progesterona vaginal, geralmente na dose de 200 mg/dia, iniciada no segundo trimestre e mantida até 34-36 semanas. Em casos selecionados, a cerclagem cervical ou o pessário podem ser considerados, mas a progesterona é a terapia de primeira linha. O acompanhamento ultrassonográfico do colo uterino é fundamental para monitorar a eficácia da intervenção.
A progesterona vaginal é utilizada para reduzir o risco de parto pré-termo em gestantes com colo uterino curto ou história de parto pré-termo, atuando na manutenção da quiescência uterina e fortalecendo o colo.
A cerclagem é geralmente indicada para gestantes com história de perda gestacional tardia ou parto pré-termo espontâneo, e colo uterino muito curto (<2,5 cm) detectado antes de 24 semanas, ou para incompetência istmo-cervical.
O comprimento de colo uterino é considerado curto quando menor que 2,5 cm em gestantes assintomáticas, especialmente entre 18 e 24 semanas de gestação, sendo um fator de risco para parto pré-termo.
Responda esta e mais de 150 mil questões comentadas no MedEvo — a plataforma de residência médica com IA.
Responder questão no MedEvo