Santa Casa de Alfenas - Casa de Caridade (MG) — Prova 2021
Em relação a nefrolitíase e cálculos de cálcio marque a alternativa ERRADA:
Nefrolitíase por cálcio → NÃO restringir cálcio dietético; manter ingestão normal para evitar ↑ oxalato e ↓ densidade óssea.
A restrição de cálcio na dieta para pacientes com cálculos renais de cálcio é contraproducente, pois pode aumentar a absorção de oxalato no intestino, elevando a oxalúria e, consequentemente, o risco de formação de cálculos. Além disso, a restrição de cálcio pode levar à osteopenia/osteoporose.
A nefrolitíase, ou formação de cálculos renais, é uma condição comum e recorrente, sendo os cálculos de cálcio (oxalato de cálcio e fosfato de cálcio) os mais prevalentes. Compreender os fatores de risco e as estratégias de prevenção é crucial para o manejo clínico e a redução da morbidade associada. Fatores como hipercalciúria, hipocitraturia e hiperoxalúria são frequentemente implicados na sua patogênese. A abordagem dietética na nefrolitíase de cálcio é um ponto de atenção. Ao contrário do senso comum, a restrição severa de cálcio na dieta não é recomendada. O cálcio dietético se liga ao oxalato no intestino, formando complexos insolúveis que são excretados nas fezes, reduzindo a absorção de oxalato e, consequentemente, a oxalúria. Uma ingestão adequada de cálcio (1000-1200 mg/dia) é importante para prevenir a hiperoxalúria e manter a saúde óssea. Outras medidas incluem alta ingestão hídrica, restrição de sódio e proteínas animais, e aumento da ingestão de citrato. O hiperparatireoidismo primário é uma causa conhecida de hipercalciúria e, consequentemente, de nefrolitíase. O tratamento da causa subjacente é fundamental. Em casos de hiperoxalúria primária ou entérica, medicamentos como a colestiramina podem ser usados para ligar o oxalato no intestino, diminuindo sua absorção. O manejo da nefrolitíase exige uma avaliação metabólica completa para identificar os fatores de risco específicos de cada paciente e instituir uma terapia individualizada.
A dieta desempenha um papel crucial na prevenção de cálculos renais de cálcio. Recomenda-se alta ingestão hídrica, ingestão normal de cálcio (1000-1200 mg/dia), restrição de sódio e proteínas animais, e aumento da ingestão de citrato.
A restrição severa de cálcio não é recomendada porque pode aumentar a absorção intestinal de oxalato, elevando a oxalúria e o risco de formação de cálculos. O cálcio dietético se liga ao oxalato no intestino, impedindo sua absorção.
Os principais fatores de risco incluem hipercalciúria, hipocitraturia, hiperoxalúria, baixo volume urinário, pH urinário alterado e condições como hiperparatireoidismo primário.
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