PSU-GO - Processo Seletivo Unificado de Goiás — Prova 2025
A infecção do trato urinário (ITU) associada à cateter vesical é aquela que ocorre em pessoas cujo trato urinário está atualmente cateterizado ou foi cateterizado nas últimas 48 horas; para prevenção recomenda-se que seja
Prevenção de ITU-AC → Foco na remoção precoce do cateter e técnica asséptica, não em profilaxia ou antissépticos.
A pedra angular na prevenção da infecção do trato urinário associada a cateter (ITU-AC) é limitar seu uso e duração. As diretrizes atuais não recomendam o uso rotineiro de antimicrobianos profiláticos ou antissépticos no meato, pois não se mostraram eficazes e podem promover resistência.
A infecção do trato urinário associada a cateter (ITU-AC) é uma das infecções relacionadas à assistência à saúde mais comuns. Define-se como a ITU que ocorre em um paciente com cateter vesical de demora inserido há mais de 48 horas ou removido nas últimas 48 horas. A sua prevenção é um pilar da segurança do paciente. A fisiopatologia envolve a formação de biofilme na superfície do cateter, que serve como um reservatório para microrganismos. O diagnóstico de ITU-AC requer a presença de sinais e sintomas compatíveis com ITU (como febre, dor suprapúbica, calafrios) e uma urocultura positiva (≥10³ UFC/mL). É crucial diferenciar ITU-AC de bacteriúria assintomática, que é a mera presença de bactérias na urina sem sintomas e não deve ser tratada. As principais medidas de prevenção incluem: inserção do cateter apenas para indicações apropriadas, uso de técnica asséptica rigorosa durante a inserção, manutenção de um sistema de drenagem fechado e, o mais importante, a remoção do cateter assim que não for mais necessário. Práticas como o uso de antibióticos profiláticos sistêmicos ou a aplicação de antissépticos no meato uretral não são recomendadas pelas diretrizes atuais por falta de evidência de benefício e risco de resistência bacteriana.
Os sinais incluem febre de início recente, calafrios, dor suprapúbica ou lombar, urgência miccional (após remoção do cateter) e alteração do estado mental, especialmente em idosos. A presença de urina turva ou com odor fétido isoladamente não confirma o diagnóstico.
A conduta inicial é remover ou trocar o cateter vesical, se possível, antes de coletar uma urocultura. A antibioticoterapia empírica deve ser iniciada com base na epidemiologia local e na gravidade do paciente, e ajustada conforme o resultado da cultura e do antibiograma.
O uso profilático de antibióticos não previne eficazmente a ITU-AC e está associado a um risco significativo de seleção de microrganismos multirresistentes. A prevenção foca em medidas não farmacológicas, como a indicação correta e a remoção precoce do cateter.
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