SES-DF - Secretaria de Estado de Saúde do Distrito Federal — Prova 2025
Assinale a alternativa que apresenta medida de cuidados comprovadamente eficaz na prevenção de infecções respiratorias virais em lactentes.
Higiene das mãos (água/sabão ou álcool) = medida mais eficaz na prevenção de IVAS.
A higienização das mãos é a medida de controle de infecção mais custo-efetiva e comprovadamente eficaz para reduzir a transmissão de vírus respiratórios em lactentes.
A prevenção de infecções respiratórias em lactentes é um desafio constante, especialmente nos primeiros meses de vida, quando o sistema imunológico ainda está em desenvolvimento. As medidas não farmacológicas, frequentemente subestimadas, formam a base da prevenção. A higienização das mãos deve ser realizada por todos os cuidadores e contactantes, especialmente após tossir, espirrar ou manipular objetos de uso comum. Além da higiene das mãos, o distanciamento social de pessoas doentes, a etiqueta respiratória e a promoção do aleitamento materno (que transfere anticorpos protetores) são pilares essenciais. Em populações de alto risco, como prematuros extremos e cardiopatas, a imunoprofilaxia passiva com Palivizumabe complementa essas estratégias, mas não as substitui.
A maioria dos vírus respiratórios, incluindo o Vírus Sincicial Respiratório (VSR) e o Rinovírus, é transmitida tanto por gotículas quanto por contato direto ou indireto com superfícies contaminadas (fômites). Os vírus podem sobreviver nas mãos por vários minutos e em superfícies por horas. A higienização frequente das mãos com água e sabão ou álcool em gel 70% interrompe a cadeia de transmissão ao eliminar o patógeno antes que ele atinja as mucosas ocular, nasal ou oral do lactente. É uma medida universal, de baixo custo e com alto impacto epidemiológico comprovado em diversos estudos de coorte e ensaios clínicos.
O Palivizumabe não é uma vacina, mas um anticorpo monoclonal específico contra a proteína F do VSR. No Brasil, pelo PNI, é indicado para: 1) Crianças menores de 1 ano que nasceram prematuras com idade gestacional ≤ 28 semanas; 2) Crianças menores de 2 anos com doença pulmonar crônica da prematuridade ou cardiopatia congênita com repercussão hemodinâmica. A administração é feita mensalmente (até 5 doses) durante o período de maior circulação do vírus (sazonalidade regional). Portanto, a afirmação de que é para 'todos os prematuros' está incorreta.
Não. A vacina contra Influenza é altamente eficaz em prevenir complicações graves, hospitalizações e óbitos causados especificamente pelo vírus Influenza. No entanto, ela não confere proteção contra outros vírus respiratórios comuns na infância, como o VSR, Parainfluenza, Adenovírus ou Metapneumovírus. Além disso, a vacina é indicada a partir dos 6 meses de idade. Embora seja uma medida fundamental de saúde pública, ela não substitui as medidas de barreira física e higiene, que protegem contra uma gama muito mais ampla de agentes virais.
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