CESUPA - Centro Universitário do Estado do Pará — Prova 2022
Dados estatísticos comprovam que cerca de 30% das infecções hospitalares são evitáveis, sendo que, em vários serviços de saúde, metodologias de controle e prevenções de infecções em cirurgias, por exemplo, são pautadas em um sistema de vigilância epidemiológica bastante rigoroso. Identifique, nas opções abaixo, algumas dessas medidas corretas de prevenção para as infecções em cirurgias:
Prevenção infecção cirúrgica → Tratar infecções pré-existentes e otimizar condições do paciente antes da cirurgia.
A prevenção de infecções do sítio cirúrgico (ISC) é multifatorial. Uma medida crucial é a otimização das condições do paciente antes da cirurgia, incluindo a identificação e o tratamento de quaisquer infecções comunitárias pré-existentes. A presença de uma infecção ativa em outro local do corpo aumenta significativamente o risco de ISC, e o adiamento da cirurgia até a resolução da infecção pode ser necessário para garantir a segurança do paciente.
As infecções do sítio cirúrgico (ISC) representam uma das principais complicações pós-operatórias, impactando negativamente a morbidade, mortalidade e os custos de saúde. A prevenção de ISC é um pilar da segurança do paciente e envolve uma série de medidas multifacetadas, desde o preparo pré-operatório até os cuidados pós-operatórios. Uma das medidas mais eficazes e frequentemente subestimadas é a otimização do estado clínico do paciente antes da cirurgia. Isso inclui a identificação e o tratamento de quaisquer infecções comunitárias (como infecções do trato urinário, respiratórias ou cutâneas) que o paciente possa apresentar. A presença de uma infecção ativa em um local distante do sítio cirúrgico aumenta significativamente o risco de bacteremia e, consequentemente, de contaminação da ferida operatória. Nesses casos, a cirurgia eletiva deve ser postergada até a resolução completa da infecção. Outras medidas importantes incluem a antibioticoprofilaxia adequada (tipo, dose e tempo de administração), o controle glicêmico rigoroso em pacientes diabéticos, a manutenção da normotermia, a técnica cirúrgica asséptica e a remoção de pelos apenas se estritamente necessário e com tricotomizador elétrico, evitando lâminas. Para residentes, compreender a importância de cada uma dessas etapas e a interconexão entre elas é fundamental para implementar um programa eficaz de prevenção de infecções cirúrgicas e garantir os melhores desfechos para os pacientes.
É crucial, pois infecções ativas em outros locais do corpo podem disseminar microrganismos para o sítio cirúrgico, aumentando drasticamente o risco de infecção pós-operatória. O tratamento prévio otimiza as condições do paciente.
Não, a tricotomia ampla ou realizada com lâmina é contraindicada, pois pode causar microlesões na pele que servem como porta de entrada para bactérias. Se necessária, a remoção de pelos deve ser feita com tricotomizador elétrico no momento mais próximo da cirurgia.
A antibioticoprofilaxia deve ser administrada no período perioperatório, idealmente 30 a 60 minutos antes da incisão cirúrgica, para que o antibiótico atinja concentrações teciduais adequadas no momento da contaminação potencial.
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