UFPB/HULW - Hospital Universitário Lauro Wanderley - João Pessoa (PB) — Prova 2023
As principais medidas de prevenção para infecção de ferida operatória incluem, EXCETO:
Profilaxia ATB cirúrgica → dose única pré-incisão, descontinuar pós-op, evitar hipotermia.
A prevenção de infecção de sítio cirúrgico (ISC) é multifatorial. A profilaxia antibiótica deve ser administrada no momento correto (pré-incisão) e descontinuada após a cirurgia. O uso de ATB para "inflamação aparente" sem evidência de infecção estabelecida ou como profilaxia prolongada é inadequado e contribui para resistência.
A prevenção de infecção de sítio cirúrgico (ISC) é um pilar fundamental da segurança do paciente em cirurgia e um tópico recorrente em provas de residência. As medidas preventivas são abrangentes e visam minimizar a contaminação bacteriana e otimizar a resposta imune do paciente. A profilaxia antibiótica é uma dessas medidas, mas seu uso deve ser racional e baseado em evidências. A administração da profilaxia antibiótica deve ocorrer no momento certo: cerca de uma hora antes da incisão, para que o antibiótico atinja concentrações teciduais terapêuticas no momento da potencial contaminação. A readministração intraoperatória pode ser necessária para cirurgias prolongadas ou com grande perda sanguínea, conforme a meia-vida da droga. Crucialmente, a profilaxia deve ser descontinuada após a cirurgia, geralmente dentro de 24 horas, para evitar a seleção de bactérias resistentes e efeitos adversos. Outras medidas importantes incluem a normotermia (evitar hipotermia), controle glicêmico, otimização da oxigenação tecidual e técnicas cirúrgicas assépticas. O uso de antibioticoterapia "toda vez que houver inflamação aparente" sem infecção comprovada é uma prática incorreta, pois a inflamação pode ser estéril e o uso indiscriminado de antibióticos não previne infecção e fomenta a resistência. Fios com antimicrobianos, embora promissores, ainda não demonstraram evidências robustas para diminuir as taxas de ISC de forma generalizada.
A profilaxia antibiótica deve ser administrada intravenosamente cerca de uma hora antes da incisão cirúrgica, garantindo níveis teciduais adequados no momento da contaminação potencial.
A descontinuação precoce do antibiótico profilático (geralmente em 24 horas) é crucial para evitar o desenvolvimento de resistência bacteriana e reduzir os efeitos adversos associados ao uso prolongado de antimicrobianos.
Sim, evitar a hipotermia durante a operação é uma medida importante, pois a hipotermia compromete a função imunológica e a cicatrização, aumentando o risco de infecção do sítio cirúrgico.
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