UFT - Universidade Federal do Tocantins — Prova 2020
A profilaxia antimicrobiana em cirurgia é um instrumento importante na prevenção da infecção do sítio cirúrgico (ISC), no entanto, sua ação é limitada, razão pela qual não substitui as demais medidas de prevenção. São medidas que reduzem o índice de infecções pós- operatórias, EXCETO:
Tricotomia pré-operatória → apenas se necessária, imediatamente antes da cirurgia, com tricotomizador elétrico.
A tricotomia deve ser evitada sempre que possível, pois aumenta o risco de microlesões na pele, facilitando a colonização bacteriana. Se indispensável, deve ser realizada o mais próximo possível do horário da cirurgia (idealmente na sala cirúrgica ou pré-operatório imediato) e com tricotomizador elétrico, nunca com lâmina.
A prevenção da Infecção do Sítio Cirúrgico (ISC) é um pilar fundamental na segurança do paciente e na qualidade da assistência cirúrgica. As ISC representam uma das complicações mais comuns e onerosas, impactando a morbidade, mortalidade e custos hospitalares. A compreensão e aplicação rigorosa das medidas profiláticas são essenciais para todos os profissionais de saúde envolvidos em procedimentos cirúrgicos. As estratégias de prevenção abrangem desde o pré-operatório até o pós-operatório. No pré-operatório, destacam-se a otimização das condições clínicas do paciente (como controle glicêmico em diabéticos), a degermação da pele com antissépticos adequados por tempo suficiente (3-5 minutos) e a administração da profilaxia antibiótica no momento certo (60 minutos antes da incisão) e por tempo limitado (geralmente dose única ou até 24h). A tricotomia, se indispensável, deve ser feita com tricotomizador elétrico e o mais próximo possível da cirurgia. No intra e pós-operatório, a manutenção da normotermia, normoglicemia, oxigenação adequada, técnica cirúrgica asséptica e manejo correto das feridas são cruciais. A limpeza terminal diária da sala operatória também é uma medida importante de controle ambiental. A falha em qualquer uma dessas etapas pode comprometer a eficácia da profilaxia e aumentar o risco de ISC, ressaltando a importância de uma abordagem multifacetada e baseada em evidências.
As principais medidas incluem a degermação adequada da pele, profilaxia antibiótica no tempo correto, controle de doenças subjacentes e técnicas assépticas rigorosas.
A profilaxia antibiótica deve ser administrada dentro de 60 minutos antes da incisão cirúrgica, geralmente em dose única, e não deve ser estendida por mais de 24 horas.
A tricotomia deve ser evitada. Se necessária, deve ser realizada imediatamente antes da cirurgia, utilizando tricotomizador elétrico, nunca lâmina de barbear, para minimizar microlesões na pele.
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