Prevenção de Infecção Cirúrgica: Medidas Essenciais

UFT - Universidade Federal do Tocantins — Prova 2020

Enunciado

A profilaxia antimicrobiana em cirurgia é um instrumento importante na prevenção da infecção do sítio cirúrgico (ISC), no entanto, sua ação é limitada, razão pela qual não substitui as demais medidas de prevenção. São medidas que reduzem o índice de infecções pós- operatórias, EXCETO:

Alternativas

  1. A) A degermação do sítio a ser operado deve durar de 3 a 5 minutos.
  2. B) A profilaxia antibiótica deve ser feita e, na maioria das cirurgias, uma única dose, antes da incisão, é suficiente e não deve ser estendida por mais de 24 horas.
  3. C) Realizar limpeza terminal da sala operatória, diariamente, após a última cirurgia do período, incluindo todas as superfícies e os acessórios da sala.
  4. D) Compensar doenças subjacentes, por exemplo, diabetes mellitus.
  5. E) Tricotomia da região a ser operada deve ser realizada 2 dias antes do procedimento.

Pérola Clínica

Tricotomia pré-operatória → apenas se necessária, imediatamente antes da cirurgia, com tricotomizador elétrico.

Resumo-Chave

A tricotomia deve ser evitada sempre que possível, pois aumenta o risco de microlesões na pele, facilitando a colonização bacteriana. Se indispensável, deve ser realizada o mais próximo possível do horário da cirurgia (idealmente na sala cirúrgica ou pré-operatório imediato) e com tricotomizador elétrico, nunca com lâmina.

Contexto Educacional

A prevenção da Infecção do Sítio Cirúrgico (ISC) é um pilar fundamental na segurança do paciente e na qualidade da assistência cirúrgica. As ISC representam uma das complicações mais comuns e onerosas, impactando a morbidade, mortalidade e custos hospitalares. A compreensão e aplicação rigorosa das medidas profiláticas são essenciais para todos os profissionais de saúde envolvidos em procedimentos cirúrgicos. As estratégias de prevenção abrangem desde o pré-operatório até o pós-operatório. No pré-operatório, destacam-se a otimização das condições clínicas do paciente (como controle glicêmico em diabéticos), a degermação da pele com antissépticos adequados por tempo suficiente (3-5 minutos) e a administração da profilaxia antibiótica no momento certo (60 minutos antes da incisão) e por tempo limitado (geralmente dose única ou até 24h). A tricotomia, se indispensável, deve ser feita com tricotomizador elétrico e o mais próximo possível da cirurgia. No intra e pós-operatório, a manutenção da normotermia, normoglicemia, oxigenação adequada, técnica cirúrgica asséptica e manejo correto das feridas são cruciais. A limpeza terminal diária da sala operatória também é uma medida importante de controle ambiental. A falha em qualquer uma dessas etapas pode comprometer a eficácia da profilaxia e aumentar o risco de ISC, ressaltando a importância de uma abordagem multifacetada e baseada em evidências.

Perguntas Frequentes

Quais são as principais medidas para prevenir a infecção do sítio cirúrgico?

As principais medidas incluem a degermação adequada da pele, profilaxia antibiótica no tempo correto, controle de doenças subjacentes e técnicas assépticas rigorosas.

Quando a profilaxia antibiótica cirúrgica deve ser administrada?

A profilaxia antibiótica deve ser administrada dentro de 60 minutos antes da incisão cirúrgica, geralmente em dose única, e não deve ser estendida por mais de 24 horas.

Qual a recomendação atual sobre a tricotomia pré-operatória?

A tricotomia deve ser evitada. Se necessária, deve ser realizada imediatamente antes da cirurgia, utilizando tricotomizador elétrico, nunca lâmina de barbear, para minimizar microlesões na pele.

Responda esta e mais de 150 mil questões comentadas no MedEvo — a plataforma de residência médica com IA.

Responder questão no MedEvo