SURCE - Sistema Único de Residência do Ceará — Prova 2024
Quatro anos após a gastroplastia, um homem de 45 anos busca o cirurgião plástico para realizar uma abdominoplastia com dermolipectomia e correção de diástase de retos abdominais. Seu IMC atual é 24 kg/m² e não apresenta intercorrências clínicas importantes. A previsão de duração da cirurgia é de 4 horas. Com relação à prevenção de infecção operatória qual das seguintes medidas é a mais importante para esse caso?
Preparo da pele com antisséptico alcoólico é crucial para prevenção de infecção em cirurgias limpas.
O preparo adequado da pele com antissépticos à base de álcool, como clorexidina alcoólica ou iodopovidona alcoólica, é a medida mais eficaz para reduzir a carga microbiana na superfície da pele antes da incisão, diminuindo significativamente o risco de infecção do sítio cirúrgico. A tricotomia não é recomendada rotineiramente e antibióticos tópicos não têm evidência para prevenção.
A prevenção de infecção do sítio cirúrgico (ISC) é um pilar fundamental na segurança do paciente e na qualidade dos resultados cirúrgicos. A ISC é uma das complicações mais comuns em cirurgias, com impacto significativo na morbidade, mortalidade e custos de saúde. Em procedimentos como a abdominoplastia pós-bariátrica, que envolvem grandes incisões e dissecção de tecidos, o risco de ISC é uma preocupação constante. O preparo adequado da pele do paciente é a medida mais crítica e eficaz para reduzir a carga microbiana no campo operatório. Antissépticos à base de álcool, como clorexidina alcoólica a 0,5% ou iodopovidona alcoólica, são superiores aos aquosos devido à sua rápida ação e efeito residual. A tricotomia deve ser evitada, a menos que os pelos interfiram diretamente no campo cirúrgico, e, se necessária, deve ser feita com tricotomizador elétrico imediatamente antes da cirurgia para minimizar microlesões. Outras medidas importantes incluem a antibioticoprofilaxia sistêmica (administrada na indução anestésica e não topicamente), manutenção da normotermia e normoglicemia intraoperatória, otimização da oxigenação tecidual e uma técnica cirúrgica meticulosa. A compreensão e aplicação rigorosa dessas diretrizes são essenciais para residentes e cirurgiões, visando a segurança do paciente e a minimização de complicações pós-operatórias.
As principais medidas incluem preparo adequado da pele com antissépticos alcoólicos, antibioticoprofilaxia sistêmica quando indicada, manutenção da normotermia e normoglicemia, e técnica cirúrgica asséptica rigorosa.
Antissépticos alcoólicos possuem ação bactericida rápida e potente, reduzindo significativamente a carga microbiana da pele, que é a principal fonte de contaminação para o sítio cirúrgico.
A antibioticoprofilaxia é indicada em cirurgias limpas com implante de prótese ou em procedimentos com duração prolongada (>2-3 horas) ou grande porte, como a abdominoplastia, e deve ser administrada na indução anestésica.
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