DASA - Diagnósticos da América (SP) — Prova 2025
Durante uma colecistectomia videolaparoscópica, qual intervenção auxilia na prevenção de infecção pós-operatória em situação que haja derramamento de bile e cálculos na cavidade?
Derramamento de bile/cálculos na colecistectomia → Lavagem da cavidade e aspiração para prevenir infecção.
Em colecistectomias, o derramamento de bile e cálculos na cavidade abdominal aumenta o risco de infecção pós-operatória. A conduta correta para minimizar esse risco é a remoção cuidadosa dos cálculos e uma lavagem abundante da cavidade com soro fisiológico, seguida de aspiração completa, para diluir e remover os contaminantes.
A colecistectomia videolaparoscópica é um dos procedimentos cirúrgicos mais comuns, com baixa taxa de complicações. No entanto, o derramamento de bile e cálculos na cavidade abdominal durante a cirurgia, embora nem sempre evitável, representa um fator de risco conhecido para complicações infecciosas pós-operatórias. A incidência de derramamento biliar varia, mas pode ocorrer em até 30% dos casos, especialmente em colecistites agudas ou vesículas com inflamação intensa. A fisiopatologia da infecção pós-derramamento envolve a presença de bactérias na bile (mesmo que a bile seja estéril, os cálculos podem abrigar microrganismos) e a capacidade da bile de atuar como um meio de cultura, além de causar uma reação inflamatória local. A presença de cálculos livres na cavidade também pode servir como nicho para a formação de abscessos. Portanto, a prevenção da infecção é multifatorial e exige uma abordagem proativa. Para o residente, é fundamental compreender que, diante de um derramamento de bile e/ou cálculos, a conduta imediata e eficaz é a remoção meticulosa dos cálculos e uma lavagem exaustiva da cavidade com soro fisiológico, seguida de aspiração completa. Essa medida mecânica, aliada à antibioticoterapia adequada, é a estratégia mais eficaz para minimizar o risco de peritonite, abscessos e outras complicações infecciosas, garantindo um melhor desfecho para o paciente.
O principal risco é o desenvolvimento de infecção intra-abdominal, como peritonite biliar ou formação de abscessos, que pode levar a complicações graves e prolongar a recuperação do paciente. A bile, mesmo estéril, pode causar irritação, e os cálculos podem ser portadores de bactérias.
A lavagem com soro fisiológico tem como objetivo diluir e remover fisicamente a bile e os cálculos da cavidade abdominal. Isso reduz a carga bacteriana e a irritação química, diminuindo significativamente o risco de infecção e inflamação pós-operatória.
A antibioticoterapia profilática é importante, mas não é suficiente por si só em caso de derramamento significativo de bile e cálculos. A remoção mecânica dos contaminantes através da lavagem e aspiração é crucial para complementar a ação dos antibióticos e reduzir o inóculo bacteriano.
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