CERMAM - Comissão Estadual de Residência Médica do Amazonas — Prova 2015
A população idosa se diferencia por possuir uma série de características próprias com relação ao processo de saúde - doença, portanto, marque a alternativa INCORRETA:
Prevenção no idoso visa manter funcionalidade e qualidade de vida, não apenas reduzir morbimortalidade.
Na geriatria, os objetivos da prevenção vão além da simples redução da morbimortalidade, focando primordialmente na manutenção da funcionalidade, autonomia e qualidade de vida do idoso. A prevenção quaternária e a abordagem centrada na pessoa são cruciais para evitar iatrogenias e tratamentos excessivos.
A saúde do idoso é uma área complexa que exige uma abordagem diferenciada, considerando as particularidades fisiológicas do envelhecimento e a alta prevalência de comorbidades. A velhice não é uma doença, mas uma etapa da vida com características próprias, onde a funcionalidade e a qualidade de vida se tornam metas primordiais no cuidado. O médico de família e comunidade (MFC) deve ter discernimento ao interpretar testes de rastreamento, pois muitas alterações podem ser explicadas pela fisiologia do envelhecimento e não necessariamente por patologias. As doenças crônicas no idoso frequentemente seguem trajetórias distintas: um declínio rápido e evidente, um longo período de limitações com exacerbações agudas e risco de morte súbita, ou uma prolongada decadência funcional. Compreender essas trajetórias auxilia no planejamento do cuidado e na definição de metas realistas. Diferentemente de populações mais jovens, os objetivos da prevenção no cuidado do idoso não se limitam apenas à redução da morbimortalidade. Eles se expandem para incluir a manutenção da autonomia, independência, funcionalidade e, acima de tudo, a qualidade de vida. A prevenção quaternária, que visa evitar a medicalização excessiva e iatrogenias, é particularmente relevante nesse grupo etário.
Os principais objetivos da prevenção em idosos incluem a manutenção da funcionalidade, autonomia, independência e qualidade de vida, além da redução da morbimortalidade e prevenção de iatrogenias.
A fisiologia do envelhecimento pode levar a alterações em exames de rastreamento que não indicam doença, mas sim mudanças fisiológicas. O MFC deve ponderar riscos e benefícios para evitar diagnósticos e tratamentos desnecessários.
As três trajetórias comuns de doenças crônicas em idosos são: declínio evidente em curto período, longo período de limitações com exacerbações e morte súbita, e prolongada decadência funcional.
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