SMS Campo Grande - Secretaria Municipal de Saúde (MS) — Prova 2021
O estado de Mato Grosso do Sul vem conseguindo nos últimos anos reduzir as taxas de mortalidade materna principalmente através de oficinas e treinamentos no manejo das principais causas e na prevenção, entre elas, das complicações de hemorragias pós parto (hpp), a segunda maior causa no brasil e primeira em países como os Estados Unidos da América. Assinale a alternativa correta que esteja entre as recomendações mais atuais que são da organização pan-americana da saúde 2018 para essas situações:
Prevenção HPP: Clampeamento oportuno do cordão (> 1 min) + uterotônicos + tração controlada.
As recomendações atuais para prevenção da hemorragia pós-parto (HPP) incluem o clampeamento oportuno do cordão umbilical (após 1-3 minutos ou cessar pulsações), a administração de uterotônicos e a tração controlada do cordão.
A hemorragia pós-parto (HPP) é definida como a perda sanguínea ≥ 500 mL após parto vaginal ou ≥ 1000 mL após cesariana, ou qualquer perda sanguínea que cause instabilidade hemodinâmica, sendo uma das principais causas de mortalidade materna globalmente. A prevenção e o manejo adequado da HPP são prioridades em saúde pública e obstetrícia. A fisiopatologia da HPP é multifatorial, mas a principal causa é a atonia uterina. Outras causas incluem retenção de restos placentários, lacerações do trato genital e coagulopatias. O diagnóstico é clínico, baseado na estimativa da perda sanguínea e nos sinais de instabilidade hemodinâmica. A prevenção é a melhor abordagem, e o manejo ativo do terceiro estágio do parto é a estratégia mais eficaz. O manejo ativo do terceiro estágio do parto, conforme recomendado pela Organização Pan-Americana da Saúde (OPAS) e outras entidades, inclui a administração profilática de uterotônicos (ocitocina é a primeira escolha), o clampeamento oportuno do cordão umbilical (após 1-3 minutos ou cessar pulsações, salvo contraindicações) e a tração controlada do cordão para auxiliar na expulsão da placenta. Essas medidas combinadas reduzem significativamente o risco de HPP e, consequentemente, a mortalidade materna.
O clampeamento oportuno do cordão umbilical é a prática de atrasar o corte do cordão por 1 a 3 minutos após o nascimento, ou até que as pulsações cessem, permitindo a transfusão placentária de sangue para o recém-nascido.
Os benefícios incluem aumento das reservas de ferro do recém-nascido, redução do risco de anemia e melhora do desenvolvimento neuropsicomotor, sem aumentar o risco de icterícia grave.
O manejo ativo do terceiro estágio do parto inclui a administração de uterotônicos (preferencialmente ocitocina), a tração controlada do cordão umbilical e a massagem uterina após a expulsão da placenta.
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