Hemorragia Pós-Parto: Prevenção e Manejo

IAMSPE/HSPE - Instituto de Assistência Médica ao Servidor Público - Hospital do Servidor (SP) — Prova 2024

Enunciado

Considerando as informações sobre a hemorragia pós-parto (HPP) é correto afirmar que

Alternativas

  1. A) deve-se evitar o uso universal de ocitocina pós-parto. Indicado apenas nos casos de risco elevado para HPP, como nos casos de gestação gemelar.
  2. B) o clampeamento do cordão umbilical após 60 segundos, na ausência de contraindicações, é uma medida de prevenção para HPP.
  3. C) a tração controlada do cordão umbilical, associada à manobra de Brandt-Andrews, não deve ser realizada com o intuito de prevenir HPP.
  4. D) outros uterotônicos, como metilergometrina ou misoprostol, não auxiliam na redução do risco de HPP, devendo ser proscritos.
  5. E) o mnemônico dos 4Ts descreve, didaticamente, as principais causas da HPP, são elas: tônus, trauma, tecido e trombofilia.

Pérola Clínica

Clampeamento tardio do cordão (>60s) e ocitocina universal são medidas chave na prevenção da HPP.

Resumo-Chave

O clampeamento tardio do cordão umbilical (após 60 segundos ou até cessar a pulsação) é uma medida eficaz na prevenção da hemorragia pós-parto, pois permite maior transfusão de sangue para o recém-nascido e auxilia na contração uterina, reduzindo o risco de atonia.

Contexto Educacional

A hemorragia pós-parto (HPP) é definida como a perda sanguínea igual ou superior a 500 mL após o parto vaginal ou 1000 mL após o parto cesariana, dentro de 24 horas. É uma das principais causas de morbimortalidade materna globalmente, tornando a prevenção e o manejo rápido e eficazes de suma importância na prática obstétrica. O manejo ativo do terceiro estágio do trabalho de parto é a estratégia mais eficaz para prevenir a HPP. Ele consiste em três componentes principais: a administração profilática de ocitocina (geralmente 10 UI IM ou IV) imediatamente após o nascimento do ombro anterior do bebê, o clampeamento tardio do cordão umbilical (após 60 segundos ou quando a pulsação cessar) e a tração controlada do cordão umbilical, associada à contratração uterina (manobra de Brandt-Andrews), para auxiliar na dequitação placentária. Essas medidas atuam sinergicamente para promover a contração uterina e reduzir o risco de atonia, a principal causa de HPP. É crucial que os residentes compreendam que o uso universal de ocitocina pós-parto não deve ser evitado, mas sim incentivado, pois é uma medida preventiva fundamental. Outros uterotônicos, como metilergometrina e misoprostol, também têm seu papel na prevenção e tratamento da HPP, especialmente em situações onde a ocitocina é contraindicada ou ineficaz. O mnemônico dos 4Ts (Tônus, Trauma, Tecido, Trombina) é uma ferramenta didática valiosa para lembrar as principais etiologias da HPP, orientando a investigação e o tratamento.

Perguntas Frequentes

Quais são as principais medidas de prevenção da hemorragia pós-parto (HPP)?

As principais medidas de prevenção da HPP fazem parte do manejo ativo do terceiro estágio do trabalho de parto: uso profilático de ocitocina (10 UI IM ou IV), clampeamento tardio do cordão umbilical (após 60 segundos ou cessar pulsação) e tração controlada do cordão umbilical com contratração uterina (manobra de Brandt-Andrews).

Por que o clampeamento tardio do cordão umbilical previne a HPP?

O clampeamento tardio do cordão umbilical permite que mais sangue placentário seja transferido para o recém-nascido, o que é benéfico para o bebê. Além disso, contribui para uma melhor contração uterina e descolamento da placenta, reduzindo o risco de atonia uterina, a principal causa de HPP.

O que o mnemônico dos 4Ts representa na HPP?

O mnemônico dos 4Ts descreve as principais causas da HPP: Tônus (atonia uterina, a causa mais comum), Trauma (lacerações de colo, vagina ou períneo, rotura uterina), Tecido (retenção de restos placentários ou coágulos) e Trombina (coagulopatias pré-existentes ou adquiridas).

Responda esta e mais de 150 mil questões comentadas no MedEvo — a plataforma de residência médica com IA.

Responder questão no MedEvo