Claretiano - Centro Universitário de Rio Claro (SP) — Prova 2025
Uma criança de 7 anos apresenta diarreia aguda, sem sinais de desidratação grave. Qual medida caseira de prevenção adicional é recomendada?
Diarreia aguda infantil sem desidratação → a principal prevenção adicional é a higiene rigorosa de mãos e alimentos para quebrar o ciclo feco-oral.
A maioria das gastroenterites agudas tem transmissão feco-oral. Medidas de higiene, como lavar as mãos e preparar alimentos de forma segura, são cruciais para prevenir a disseminação da infecção para outros membros da família e evitar novos episódios.
A diarreia aguda é uma das principais causas de morbimortalidade infantil no mundo, sendo a desidratação sua complicação mais temida. A maioria dos casos é de etiologia infecciosa, principalmente viral, com transmissão predominante pela via feco-oral. A prevenção de novos casos e da disseminação no ambiente domiciliar é um pilar do manejo. O diagnóstico é clínico, baseado na história de aumento do número de evacuações e/ou diminuição da consistência das fezes. A avaliação do estado de hidratação é fundamental para definir a conduta. Crianças sem sinais de desidratação podem ser manejadas em casa com terapia de reidratação oral e manutenção da dieta habitual. Além do manejo do episódio agudo, a prevenção de futuros casos é essencial. Isso inclui a vacinação (ex: contra o rotavírus), o aleitamento materno e, crucialmente, a melhoria das condições de saneamento e higiene. A lavagem rigorosa das mãos com água e sabão, especialmente após usar o banheiro e antes de preparar ou consumir alimentos, é a medida isolada mais eficaz para interromper a cadeia de transmissão feco-oral.
Sinais de alerta incluem letargia ou irritabilidade excessiva, olhos fundos, ausência de lágrimas ao chorar, boca seca, diminuição significativa da diurese (fraldas secas por mais de 6-8 horas) e tempo de enchimento capilar prolongado (> 2 segundos).
A conduta é manter a alimentação habitual da criança e aumentar a oferta de líquidos (água, sucos, chás). Após cada evacuação diarreica, pode-se oferecer soro de reidratação oral para repor as perdas, além de manter a vigilância para sinais de desidratação.
Diarreias virais (ex: rotavírus) costumam ser aquosas, volumosas e acompanhadas de vômitos e febre baixa. Diarreias bacterianas (ex: Shigella, Salmonella) frequentemente apresentam muco e/ou sangue nas fezes (disenteria), febre mais alta e dor abdominal intensa.
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