Diabetes Mellitus Tipo 2: Prevenção e Diagnóstico

SES-RJ - Secretaria de Estado de Saúde do Rio de Janeiro — Prova 2025

Enunciado

A prevalência do diabetes está aumentando em proporções epidêmicas no mundo, embora alguns países de alta renda já mostrem uma tendência para estabilização. Sobre o Diabete Melito tipo 2 (DM2), é INCORRETO afirmar que:

Alternativas

  1. A) O aumento da prevalência resultou predominantemente de um aumento na incidência da doença.
  2. B) Pode produzir sintomas e complicações agudas diretamente relacionadas à hiperglicemia.
  3. C) Pode causar complicações crônicas como neuropatia, retinopatia, nefropatia, vasculopatia, entre outras.
  4. D) A maior parte dos ensaios clínicos-randomizados de prevenção identificaram pessoas em alto risco a partir de um teste de hemoglobina glicada (HbA1c).
  5. E) Intervenções populacionais que promovem prática regular de atividade física, alimentação saudável e redução de ganho de peso estão entre aquelas com maior potencial de reduzir a incidência de DM2.

Pérola Clínica

Prevenção DM2: Intervenções estilo de vida > HbA1c para identificar alto risco em ensaios clínicos.

Resumo-Chave

A maioria dos ensaios clínicos randomizados de prevenção de DM2 identificou pessoas em alto risco com base em critérios como glicemia de jejum alterada ou tolerância à glicose diminuída, e não primariamente pela HbA1c, que é mais usada para diagnóstico e monitoramento. Intervenções no estilo de vida são cruciais na prevenção.

Contexto Educacional

O Diabetes Mellitus tipo 2 (DM2) é uma doença metabólica crônica caracterizada por hiperglicemia resultante de defeitos na secreção de insulina, na ação da insulina ou em ambos. Sua prevalência tem crescido globalmente, tornando-se um desafio de saúde pública. Compreender sua epidemiologia, fatores de risco e estratégias de prevenção é fundamental para a prática médica e para a saúde coletiva. A prevenção do DM2 é um pilar essencial no controle da epidemia. Intervenções no estilo de vida, como dieta saudável, atividade física regular e controle de peso, demonstraram ser altamente eficazes na redução da incidência da doença em indivíduos de alto risco. A identificação desses indivíduos, historicamente, baseou-se em critérios como glicemia de jejum alterada ou teste de tolerância à glicose oral, antes da ampla adoção da HbA1c como critério diagnóstico. A HbA1c é um marcador importante para o diagnóstico e monitoramento do DM2, refletindo o controle glicêmico a longo prazo. No entanto, para fins de rastreamento em ensaios de prevenção, outros parâmetros glicêmicos foram frequentemente utilizados. O DM2 pode levar a complicações agudas relacionadas à hiperglicemia (como estado hiperosmolar hiperglicêmico) e crônicas, que afetam múltiplos sistemas orgânicos, incluindo olhos, rins, nervos e sistema cardiovascular, ressaltando a importância do diagnóstico precoce e manejo adequado.

Perguntas Frequentes

Quais são os principais fatores de risco para o desenvolvimento de DM2?

Os principais fatores de risco incluem obesidade, sedentarismo, histórico familiar de DM2, idade avançada, hipertensão arterial, dislipidemia e histórico de diabetes gestacional.

Como a HbA1c é utilizada no diagnóstico e monitoramento do DM2?

A HbA1c reflete a glicemia média dos últimos 2-3 meses. É usada para diagnosticar DM2 (≥ 6,5%) e para monitorar o controle glicêmico em pacientes já diagnosticados, com meta geralmente < 7%.

Quais são as complicações crônicas mais comuns do DM2?

As complicações crônicas do DM2 incluem microvasculares (retinopatia, nefropatia, neuropatia) e macrovasculares (doença arterial coronariana, doença cerebrovascular, doença arterial periférica), além de pé diabético.

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