Unimed-Rio - Cooperativa de Trabalho Médico (RJ) — Prova 2020
As intervenções pré-operatórias que podem diminuir as complicações pulmonares no pós-operatório incluem, EXCETO?
Prevenção complicação pulmonar pós-op: broncodilatadores, ATB infecção, cessação tabágica >2 meses. Nutrição não reduz risco pulmonar.
A terapia nutricional com dieta polimérica, embora importante para o estado geral do paciente, não é uma intervenção primária comprovada para reduzir especificamente as complicações pulmonares pós-operatórias. As outras opções são medidas bem estabelecidas para otimizar a função pulmonar e reduzir riscos.
A prevenção de complicações pulmonares pós-operatórias é um pilar fundamental na avaliação pré-operatória, visando reduzir a morbimortalidade e otimizar a recuperação do paciente. Estas complicações, como atelectasias e pneumonias, são causas significativas de prolongamento da internação e aumento de custos. A identificação de fatores de risco e a implementação de intervenções eficazes são cruciais para todos os profissionais de saúde envolvidos no cuidado cirúrgico. A fisiopatologia das complicações pulmonares pós-operatórias envolve alterações na mecânica respiratória, depressão do reflexo da tosse, acúmulo de secreções e inflamação. A avaliação pré-operatória deve incluir histórico de tabagismo, doenças pulmonares preexistentes (DPOC, asma), obesidade e tipo de cirurgia. Intervenções como terapia broncodilatadora para pacientes com doença obstrutiva, tratamento de infecções respiratórias ativas e, principalmente, a cessação do tabagismo por pelo menos 8 semanas, são comprovadamente eficazes. O manejo pré-operatório foca na otimização da função pulmonar. A suspensão do tabagismo, o controle de doenças pulmonares crônicas e a reabilitação pulmonar são estratégias chave. A terapia nutricional, embora importante para o estado geral, não é uma medida específica para a prevenção de complicações pulmonares, ao contrário das outras opções que atuam diretamente na fisiologia respiratória.
As principais complicações incluem atelectasia, pneumonia, broncoespasmo, exacerbação de DPOC e insuficiência respiratória. Elas são causas significativas de morbimortalidade e prolongamento da internação.
A cessação do tabagismo por pelo menos 2 meses melhora a função mucociliar, reduz a secreção de muco e diminui a reatividade das vias aéreas, minimizando o risco de complicações respiratórias no pós-operatório.
Pacientes com DPOC, asma não controlada, tabagistas, obesos, idade avançada e aqueles submetidos a cirurgias torácicas ou abdominais altas apresentam maior risco de desenvolver complicações pulmonares.
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