HMDI - Hospital e Maternidade Dona Iris (GO) — Prova 2022
Paciente de 55 anos, sexo masculino, vem ao ambulatório de medicina interna com queixa de edema de membros inferiores mais proeminente há 5 meses. Refere que faz acompanhamento médico irregular. É diabético de longa data e já teve seguimento regular "no passado" mas continuou apenas mantendo a receita médica nos últimos 8 anos. Refere também que há 1 ano apresentou dificuldade visual tendo necessidade de atendimento pelo oftalmologista e que acabou necessitando realizar um procedimento que não sabe relatar. Atualmente refere apresentar dificuldade visual e que a visão nunca melhorara totalmente. Ao exame físico, você percebe paciente descorado e PA 150/90 mmHg em ambos membros superiores. Refletindo sobre a melhor estratégia terapêutica possível (não necessariamente para o caso) para esta doença, considerando sua fisiopatologia, qual melhor opção?
Prevenção primária + Estilo de vida = Melhor estratégia para evitar complicações do DM.
O manejo ideal do Diabetes Mellitus foca na prevenção e no rastreio precoce de complicações microvasculares, antes que lesões irreversíveis em órgãos-alvo se instalem.
O Diabetes Mellitus tipo 2 é uma doença metabólica crônica cuja morbidade está ligada a complicações micro e macrovasculares. O caso clínico demonstra a evolução natural da doença em um paciente com seguimento irregular, apresentando sinais de nefropatia (edema) e retinopatia (perda visual). A fisiopatologia envolve o estresse oxidativo e a glicação avançada de proteínas, danificando o endotélio. A medicina baseada em evidências reforça que a intervenção no estilo de vida e o rastreamento sistemático são as ferramentas mais custo-efetivas no manejo do DM.
A melhor estratégia, considerando a fisiopatologia e o impacto em saúde pública, são as medidas de triagem precoce, prevenção e a adoção de práticas saudáveis de vida, que podem prevenir ou retardar o aparecimento da doença e suas complicações.
As principais são a retinopatia diabética (causa importante de cegueira), a nefropatia diabética (que pode evoluir para insuficiência renal terminal) e a neuropatia diabética (principal fator de risco para pé diabético).
A prevenção envolve o controle glicêmico rigoroso (HbA1c alvo), controle pressórico (preferencialmente com IECA ou BRA), cessação do tabagismo e triagem anual para microalbuminúria para detecção precoce de lesão renal.
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