SMS-RJ - Secretaria Municipal de Saúde do Rio de Janeiro — Prova 2022
Pode ser considerada medida de prevenção de complicação da COVID 19, EXCETO:
VMI prolongada e sedação excessiva ↑ risco de complicações em COVID-19, não é medida preventiva.
A ventilação mecânica invasiva (VMI) e a sedação são tratamentos para a insuficiência respiratória grave na COVID-19, mas seu prolongamento excessivo aumenta o risco de complicações como atrofia muscular, delirium e infecções associadas à ventilação, não sendo uma medida preventiva de complicações.
A pandemia de COVID-19 trouxe desafios significativos no manejo de pacientes críticos, com alta incidência de complicações. A prevenção dessas complicações é um pilar fundamental no tratamento intensivo, visando melhorar o prognóstico e reduzir a mortalidade. Estratégias como a mobilização precoce, controle glicêmico rigoroso e prevenção de infecções relacionadas à assistência à saúde são cruciais para a recuperação do paciente. A compreensão dessas medidas é vital para residentes e profissionais da saúde que atuam em unidades de terapia intensiva. A fisiopatologia da COVID-19 envolve uma resposta inflamatória sistêmica e um estado de hipercoagulabilidade, que predispõem a diversas complicações. O diagnóstico precoce de deterioração clínica e a implementação de medidas preventivas são essenciais. A profilaxia de tromboembolismo, a nutrição enteral precoce e a mudança de decúbito são intervenções comprovadas que minimizam riscos como trombose, desnutrição e lesões de pele. O reconhecimento dos fatores de risco e a aplicação de protocolos baseados em evidências são fundamentais para otimizar o cuidado. O tratamento da COVID-19 grave exige uma abordagem multidisciplinar. Enquanto a ventilação mecânica invasiva é vital em casos de insuficiência respiratória grave, seu uso prolongado e a sedação excessiva devem ser evitados sempre que possível, devido aos riscos inerentes. O objetivo é otimizar o suporte, minimizar iatrogenias e promover a recuperação funcional, com foco na alta hospitalar e reabilitação. A educação continuada sobre as melhores práticas é indispensável para todos os profissionais de saúde envolvidos.
As principais complicações incluem pneumonia associada à ventilação (PAV), atrofia muscular, delirium, lesão pulmonar induzida pelo ventilador (VILI) e dificuldade de desmame, impactando negativamente o prognóstico.
A COVID-19 é associada a um estado de hipercoagulabilidade, aumentando significativamente o risco de eventos tromboembólicos venosos e arteriais. A profilaxia farmacológica é fundamental para reduzir essa morbidade e mortalidade.
A nutrição enteral precoce (24-48h) previne desnutrição, melhora a função imunológica e reduz infecções. A mudança de decúbito a cada 2 horas previne úlceras por pressão, atelectasias e melhora a ventilação-perfusão.
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