HC ICC - Hospital do Câncer - Instituto do Câncer do Ceará — Prova 2026
Segundo Rouquayrol (Epidemiologia & Saúde, 2018), é uma medida de ordem individual importante para prevenção e controle da cólera:
Cólera: Prevenção individual → Hipoclorito de sódio (2 gotas/L) na água de beber.
A prevenção individual foca na interrupção da via fecal-oral através da desinfecção química da água, enquanto medidas coletivas envolvem saneamento básico estrutural.
A cólera é uma doença infecciosa intestinal aguda, causada pela enterotoxina do Vibrio cholerae, transmitida principalmente pela ingestão de água ou alimentos contaminados. Na epidemiologia clássica de Rouquayrol, diferencia-se o controle da doença em níveis de intervenção. As medidas individuais são cruciais em locais onde o saneamento público é deficitário. O hipoclorito de sódio atua como um agente oxidante potente, destruindo a membrana celular bacteriana. Além da cloração, o contexto educacional para residentes exige o conhecimento de que a vacinação contra a cólera, embora disponível, não faz parte do calendário oficial de rotina do PNI no Brasil, sendo reservada para situações específicas de surtos ou viajantes para áreas de alto risco. O manejo clínico foca na reidratação agressiva, mas a prevenção baseia-se na barreira sanitária entre os dejetos humanos e a boca do hospedeiro suscetível.
As medidas individuais são ações que o cidadão pode realizar em seu próprio domicílio para evitar a ingestão do Vibrio cholerae, como a cloração da água de beber com hipoclorito de sódio (2 gotas por litro) e a higiene rigorosa das mãos e alimentos. Já as medidas coletivas são de responsabilidade do Estado, envolvendo o saneamento básico estrutural, como oferta de água tratada encanada, coleta e tratamento de esgoto e gestão de resíduos sólidos.
Segundo as normas de vigilância epidemiológica e referências como Rouquayrol, a desinfecção da água para consumo humano em situações de risco deve ser feita utilizando-se hipoclorito de sódio a 2,5%. A recomendação padrão é a adição de duas gotas por litro de água, aguardando-se 30 minutos antes do consumo para garantir a eliminação de patógenos entéricos.
Embora a desinfecção concorrente (limpeza imediata de fezes e vômitos do doente) seja importante para evitar a transmissão secundária em ambiente hospitalar ou domiciliar, a cloração da água de beber é considerada a medida individual primária mais eficaz para prevenir a infecção inicial em áreas endêmicas ou durante surtos, pois ataca a principal via de transmissão hídrica.
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