Santa Casa de Limeira (SP) — Prova 2026
Mulher de 50 anos comparece à unidade de saúde para avaliação de risco cardiovascular. É hipertensa, não diabética, com IMC de 29 kg/m² e tabagista. Qual medida inicial deve ser priorizada na prevenção de eventos cardiovasculares?
Cessação do tabagismo = Medida isolada mais eficaz para redução de risco cardiovascular global.
Em pacientes com múltiplos fatores de risco, a intervenção no estilo de vida, especialmente o abandono do fumo, deve ser a prioridade inicial antes da escalada farmacológica preventiva.
A abordagem do risco cardiovascular na atenção primária deve focar na modificação dos fatores de risco de maior impacto. O tabagismo é a principal causa evitável de morte no mundo. Diretrizes nacionais e internacionais (SBC, AHA, ESC) enfatizam que o aconselhamento para cessação tabágica deve ser realizado em todas as consultas. Para uma paciente de 50 anos, hipertensa e tabagista, a estratificação de risco frequentemente a coloca em uma categoria onde a intervenção comportamental é mandatória. O manejo da hipertensão já está em curso, mas o tabagismo atua como um multiplicador de risco, tornando sua interrupção a medida com melhor custo-benefício para prevenir eventos como AVC e infarto.
O tabagismo é um dos fatores de risco mais potentes para a doença aterosclerótica, promovendo disfunção endotelial, oxidação de LDL e um estado pró-trombótico. Sua cessação reduz o risco de infarto agudo do miocárdio em cerca de 50% logo no primeiro ano, superando o benefício imediato de muitas terapias medicamentosas isoladas em pacientes de risco moderado.
O início de estatinas deve ser baseado no cálculo do risco cardiovascular global (usando escores como o de Framingham ou a calculadora da SBC). Em geral, é indicado para pacientes de alto risco, diabéticos ou aqueles com risco intermediário cujos níveis de LDL permanecem elevados após 3 a 6 meses de mudanças intensivas no estilo de vida.
O IMC elevado (sobrepeso/obesidade) contribui para o risco cardiovascular ao favorecer a hipertensão, dislipidemia e resistência à insulina. No entanto, em uma paciente já hipertensa e tabagista, o controle do tabagismo e da pressão arterial oferece uma redução de risco absoluto mais rápida e significativa do que a perda ponderal isolada a curto prazo.
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