PSU-AL - Processo Seletivo Unificado de Alagoas — Prova 2025
Mulher, 52 anos de idade, comparece ao ambulatório de clínica médica para avaliação. Refere cansaço aos grandes esforços e dificuldades para perder peso. Não faz uso de medicações. Mãe faleceu de infarto agudo do miocárdio aos 50 anos. Ao exame físico, apresenta-se com IMC: 31kg/m², circunferência abdominal: 98cm, PA: 140x90mmHg. Exames laboratoriais recentes mostram LDL: 190mg/dL, HDL: 38mg/dL, triglicerídeos: 250mg/dL, glicemia de jejum: 98mg/dL, insulina em jejum: 20mg/dL e HbA1c: 5,5%. Os exames foram repetidos, com resultados semelhantes.Responda conforme as Diretrizes da American Heart Association.Diante desse caso, indique a estratégia dietética mais adequada:
Prevenção CV (AHA) → ↑ Fibras + ↓ Gordura Saturada + ↓ Açúcares + ↓ Carne Vermelha.
A estratégia dietética da AHA foca na substituição de gorduras saturadas por insaturadas e no aumento de fibras para reduzir o LDL e o risco aterosclerótico.
O manejo da dislipidemia e do risco cardiovascular global envolve mudanças terapêuticas no estilo de vida como pilar fundamental. Segundo a American Heart Association (AHA), a dieta deve ser rica em frutas, vegetais, grãos integrais e proteínas saudáveis. A redução do consumo de açúcares adicionados e gorduras saturadas/trans é crucial para o controle do perfil lipídico e da pressão arterial. Em pacientes com sobrepeso e histórico familiar de doença arterial coronariana precoce, a intervenção nutricional deve ser precoce e sustentável. A substituição de carboidratos refinados por grãos integrais e a redução do consumo de sódio complementam a estratégia para reduzir a inflamação vascular e prevenir eventos isquêmicos futuros.
A American Heart Association (AHA) recomenda que a ingestão de gorduras saturadas seja limitada a menos de 6% do total de calorias diárias para indivíduos que necessitam reduzir o colesterol LDL. Isso se deve à forte correlação entre o consumo de gorduras saturadas (encontradas em carnes gordas, manteiga e óleos tropicais) e o aumento dos níveis de colesterol aterogênico. A estratégia recomendada não é apenas a redução, mas a substituição dessas gorduras por gorduras monoinsaturadas e poli-insaturadas (como as encontradas no azeite de oliva, nozes e peixes), o que promove um perfil lipídico mais favorável e reduz o risco de eventos coronarianos agudos.
As fibras alimentares, especialmente as fibras solúveis encontradas na aveia, leguminosas e frutas, desempenham um papel vital na redução do risco cardiovascular. Elas atuam ligando-se aos ácidos biliares no trato gastrointestinal, aumentando sua excreção e forçando o fígado a utilizar o colesterol circulante para sintetizar novos ácidos biliares, o que resulta na redução dos níveis de LDL. Além disso, uma dieta rica em fibras promove maior saciedade, auxiliando no controle do peso corporal (essencial para pacientes com IMC elevado), e melhora a sensibilidade à insulina, combatendo componentes da síndrome metabólica que frequentemente coexistem com a dislipidemia.
As diretrizes da AHA enfatizam um padrão alimentar que prioriza proteínas de origem vegetal (como feijões, lentilhas e soja), peixes e frutos do mar, além de laticínios com baixo teor de gordura. O consumo de carne vermelha deve ser minimizado, e carnes processadas (como embutidos) devem ser evitadas, devido ao alto teor de sódio e gorduras saturadas. Essa recomendação visa reduzir a carga inflamatória e o estresse oxidativo no endotélio vascular. Para pacientes que optam por consumir carne vermelha, a orientação é escolher cortes magros e limitar a frequência, integrando-a em um contexto de dieta rica em vegetais e grãos integrais.
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