PMC - Prefeitura Municipal de Curitiba / SMS (PR) — Prova 2021
Sobre a prevenção cardiovascular, de acordo com a Diretriz de prevenção cardiovascular 2019, é incorreto afirmar:
Diretriz de Prevenção Cardiovascular 2019: Alto risco primário = ERG > 20% (homens) ou > 10% (mulheres) OU agravantes clínicos/subclínicos.
A Diretriz Brasileira de Prevenção Cardiovascular de 2019 classifica o risco cardiovascular para guiar a intensidade das intervenções. A alternativa C está incorreta porque a classificação de Alto Risco para prevenção primária é definida por ERG > 20% (homens) ou > 10% (mulheres), ou pela presença de condições agravantes específicas, não os valores apresentados na alternativa. Os valores de 10% e 5% são para risco intermediário-alto.
A prevenção cardiovascular é um pilar fundamental na medicina moderna, visando reduzir a morbimortalidade por doenças cardiovasculares. A Diretriz Brasileira de Prevenção Cardiovascular de 2019 estabelece critérios claros para a estratificação de risco, que orienta a intensidade das intervenções terapêuticas e as metas de controle de fatores de risco. A classificação de risco cardiovascular é baseada em ferramentas como o Escore de Risco Global (ERG) de Framingham, que estima o risco em 10 anos de eventos cardiovasculares. É crucial entender os pontos de corte e as condições agravantes que podem reclassificar um paciente para categorias de risco mais elevadas, como 'Alto Risco' ou 'Muito Alto Risco', independentemente do escore. Por exemplo, a presença de doença aterosclerótica estabelecida ou diabetes com lesão de órgão-alvo já confere um risco muito alto. A hipertrigliceridemia é reconhecida como um fator de risco independente para doença cardiovascular, e o controle dos lipídios, incluindo LDL-c e não HDL-c, é essencial. As metas de LDL-c e não HDL-c são mais rigorosas em pacientes de alto e muito alto risco. A compreensão detalhada dessas diretrizes é vital para a prática clínica e para a aprovação em provas de residência.
São classificados como Muito Alto Risco indivíduos com doença aterosclerótica significativa (coronária, cerebrovascular, periférica) com ou sem eventos clínicos, ou com diabetes mellitus e lesão de órgão-alvo/fatores de risco adicionais, ou doença renal crônica grave.
O ERG de Framingham estima o risco em 10 anos de eventos cardiovasculares maiores, incluindo eventos coronarianos, cerebrovasculares, doença arterial periférica e insuficiência cardíaca, sendo uma ferramenta fundamental na estratificação de risco.
A hipertrigliceridemia é um fator de risco independente para doença cardiovascular, especialmente a coronariana. Embora os triglicerídeos não se acumulem diretamente nas paredes arteriais, níveis elevados estão associados a disfunção endotelial e um perfil lipídico aterogênico.
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