Prevenção Cardiovascular: Diretriz 2019 e Classificação de Risco

PMC - Prefeitura Municipal de Curitiba / SMS (PR) — Prova 2021

Enunciado

Sobre a prevenção cardiovascular, de acordo com a Diretriz de prevenção cardiovascular 2019, é incorreto afirmar:

Alternativas

  1. A) O escore de risco global (ERG) de Framingham inclui a estimativa em 1 O anos de eventos coronarianos, cerebrovasculares, doença arterial periférica ou insuficiência cardíaca (IC).
  2. B) São classificados como Muito alto risco os indivíduos que apresentam doença aterosclerótica significativa (coronária, cerebrovascular ou vascular periférica) com ou sem eventos clínicos.
  3. C) São classificados como Alto risco os pacientes em prevenção primária que apresentam ERG > 10% (homens) ou > 5% (mulheres) ou que apresentam condições agravantes de risco com base em dados clínicos ou de aterosclerose subclínica.
  4. D) A hipertrigliceridemia é fator de risco independente para a doença cardiovascular, em especial a coronariana. Entretanto, não está claro se a hipertrigliceridemia é a causa da aterosclerose, já que os triglicerídeos pouco se acumulam nas paredes arteriais.
  5. E) Nos indivíduos de muito alto risco cardiovascular, o colesterol LDL-c deve ser reduzido para < 50 mg/dl e o não HDL-c para < 80 mg/d.

Pérola Clínica

Diretriz de Prevenção Cardiovascular 2019: Alto risco primário = ERG > 20% (homens) ou > 10% (mulheres) OU agravantes clínicos/subclínicos.

Resumo-Chave

A Diretriz Brasileira de Prevenção Cardiovascular de 2019 classifica o risco cardiovascular para guiar a intensidade das intervenções. A alternativa C está incorreta porque a classificação de Alto Risco para prevenção primária é definida por ERG > 20% (homens) ou > 10% (mulheres), ou pela presença de condições agravantes específicas, não os valores apresentados na alternativa. Os valores de 10% e 5% são para risco intermediário-alto.

Contexto Educacional

A prevenção cardiovascular é um pilar fundamental na medicina moderna, visando reduzir a morbimortalidade por doenças cardiovasculares. A Diretriz Brasileira de Prevenção Cardiovascular de 2019 estabelece critérios claros para a estratificação de risco, que orienta a intensidade das intervenções terapêuticas e as metas de controle de fatores de risco. A classificação de risco cardiovascular é baseada em ferramentas como o Escore de Risco Global (ERG) de Framingham, que estima o risco em 10 anos de eventos cardiovasculares. É crucial entender os pontos de corte e as condições agravantes que podem reclassificar um paciente para categorias de risco mais elevadas, como 'Alto Risco' ou 'Muito Alto Risco', independentemente do escore. Por exemplo, a presença de doença aterosclerótica estabelecida ou diabetes com lesão de órgão-alvo já confere um risco muito alto. A hipertrigliceridemia é reconhecida como um fator de risco independente para doença cardiovascular, e o controle dos lipídios, incluindo LDL-c e não HDL-c, é essencial. As metas de LDL-c e não HDL-c são mais rigorosas em pacientes de alto e muito alto risco. A compreensão detalhada dessas diretrizes é vital para a prática clínica e para a aprovação em provas de residência.

Perguntas Frequentes

Quais são os critérios para classificar um paciente como 'Muito Alto Risco' cardiovascular?

São classificados como Muito Alto Risco indivíduos com doença aterosclerótica significativa (coronária, cerebrovascular, periférica) com ou sem eventos clínicos, ou com diabetes mellitus e lesão de órgão-alvo/fatores de risco adicionais, ou doença renal crônica grave.

O que o Escore de Risco Global (ERG) de Framingham avalia?

O ERG de Framingham estima o risco em 10 anos de eventos cardiovasculares maiores, incluindo eventos coronarianos, cerebrovasculares, doença arterial periférica e insuficiência cardíaca, sendo uma ferramenta fundamental na estratificação de risco.

Qual o papel da hipertrigliceridemia na doença cardiovascular?

A hipertrigliceridemia é um fator de risco independente para doença cardiovascular, especialmente a coronariana. Embora os triglicerídeos não se acumulem diretamente nas paredes arteriais, níveis elevados estão associados a disfunção endotelial e um perfil lipídico aterogênico.

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